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Redução para Manifestações Patológicas em Fachadas na Área da Construção Civil

As manifestações patológicas na construção civil, especialmente aquelas relacionadas ao surgimento de fissuras e trincas estruturais em fachadas, configuram-se como um problema recorrente e de caráter crônico, afetando edificações de diferentes tipologias e padrões construtivos.

Redução para Manifestações Patológicas em Fachadas na Área da Construção Civil

Tais patologias não se limitam a impactos estéticos, mas representam indícios de falhas no desempenho estrutural, na durabilidade dos sistemas construtivos e na eficiência dos processos de projeto e execução. 

Quando não tratadas de forma preventiva, essas manifestações tendem a evoluir, elevando significativamente os custos de manutenção, recuperação e, em casos mais críticos, comprometendo a segurança e a vida útil das estruturas.

Nesse contexto, a prevenção do aparecimento dessas patologias assume papel estratégico dentro da engenharia e da tecnologia das construções. A adoção de soluções preventivas, fundamentadas em critérios técnicos, normativos e no correto entendimento do comportamento dos materiais e sistemas construtivos, mostra-se não apenas como uma alternativa tecnicamente superior, mas também como uma decisão economicamente racional.

Intervenções realizadas de forma antecipada, ainda nas fases de concepção e execução da obra, são capazes de mitigar tensões, deformações excessivas e incompatibilidades construtivas, reduzindo de maneira significativa a incidência de fissuras e trincas em fachadas.

Diante dessa realidade, o presente artigo apresenta um estudo de caso voltado à prevenção do surgimento de fissuras e trincas estruturais em fachadas, com ênfase na identificação das causas potenciais, na aplicação de medidas preventivas e na análise dos resultados obtidos.

Ao evidenciar a eficácia de práticas preventivas bem fundamentadas, este trabalho busca demonstrar que o controle das patologias construtivas não deve ser encarado como uma ação corretiva pontual, mas como parte integrante de uma abordagem técnica responsável, capaz de elevar o desempenho, a durabilidade e a confiabilidade das edificações no contexto da construção civil contemporânea.

1 - Introdução do trabalho


A palavra patologia é derivada do grego páthos, que significa doença, e logos, estudo. Patologia é o estudo de doenças, essa definição voga tanto na medicina, quanto na arquitetura e engenharia, conhecida como patologia das edificações, ela estuda as manifestações atípicas relacionadas a fachada. Fachada significa todas das faces exteriores de um edifício.

‘’Desde os primórdios da civilização que o homem tem se preocupado com a construção de estruturas adaptadas às suas necessidades, sejam elas habitacionais (casas, edifícios), laborais (escritórios, indústrias, silos, galpões etc.) e infraestrutura (pontes, cais, barragens, metrôs, aquedutos etc.). 

Com isto, a humanidade acumulou um grande acervo científico ao longo dos séculos, o que permitiu o desenvolvimento da tecnologia da construção, abrangendo a concepção, o cálculo, a análise e o detalhamento das estruturas, a tecnologia de materiais e as respectivas técnicas construtivas’’ (SOUZA E RIPPER, 1998).

"O crescimento sempre acelerado da construção civil, em alguns países e épocas, provocou a necessidade de inovações que trouxeram, em si, a aceitação implícita de maiores riscos. Aceitos estes riscos, ainda que dentro de certos limites, posto que regulamentados das mais diversas formas, a progressão do desenvolvimento tecnológico aconteceu naturalmente, e, com ela, o aumento do conhecimento sobre estruturas e materiais, em particular através do estudo e análise dos erros acontecidos, que tem resultado em deterioração precoce ou em acidentes" (PIPPER, 1998).

A Engenharia civil é uma área do conhecimento humano em constante evolução, seja do ponto de vista dos materiais utilizados nas construções, das técnicas construtivas empregadas — incluindo a modernização de máquinas e equipamentos — ou ainda dos métodos de projeto. 

Atualmente, o setor vem incorporando avanços tecnológicos significativos, como o uso de softwares de modelagem tridimensional (BIM - Building Information Modeling), drones para inspeção de obras, sensores inteligentes, além de novas abordagens sustentáveis voltadas à redução dos impactos ambientais.

Embora, há milênios, o ser humano venha desenvolvendo materiais, técnicas e métodos, consolidando assim a tecnologia da construção — que engloba a concepção, a análise, o cálculo e o detalhamento das estruturas, a tecnologia dos materiais e as respectivas técnicas construtivas — ainda existem sérias limitações nessa área do conhecimento. 

Em muitas situações, a ausência de manutenção adequada, a deficiência na fiscalização, a falta de atualização técnica dos profissionais e a carência de planejamento eficiente podem comprometer a integridade das estruturas ao longo do tempo.

Essas limitações, aliadas a falhas involuntárias, imperícia, deterioração, irresponsabilidade e acidentes, fazem com que algumas estruturas, considerando as finalidades a que se propunham, apresentem desempenho insatisfatório. Por isso, cresce a importância da adoção de práticas de prevenção, e quando já ocorrido o problema, na importância da terapia de tratamento do desempenho ao longo do ciclo de vida das edificações. 

A Engenharia Civil, portanto, enfrenta o desafio constante de equilibrar inovação, segurança, economia e sustentabilidade na busca por construções mais eficientes, duráveis e resilientes. 

De modo geral, segundo engenheiros e técnicos da área de construção civil, desde o início da construção civil os estudos das patologias são progressivos para entender sua origem e tratar os efeitos negativos que podem surgir em uma construção, como exemplo as trincas e fissuras.

As trincas e fissuras são consideradas patologias crônicas que devem ser tratadas de forma preventiva durante o desenvolvimento de uma obra ou de forma terapêutica no caso de construções já existentes que apresentam atestado das patologias acima citadas.

As manifestações patológicas que afetam edifícios e seus componentes, sejam eles residenciais, comerciais ou institucionais, geram inúmeros problemas. 

No entanto, as fissuras são consideradas o maior deles, em virtude de três aspectos cruciais: o risco à segurança estrutural, o comprometimento do desempenho da edificação em serviço e o efeito psicológico causado aos seus usuários

As fachadas das edificações são, sem dúvida, os componentes que mais sofrem com o aparecimento de manifestações patológicas. A perda de desempenho nas fachadas das edificações, além de provocar riscos aos seus usuários, também provoca perdas de ordem estética e diminuem o valor do imóvel.

As manifestações patológicas geram diversos impactos negativos, incluindo insegurança e incômodo visual. Tais problemas, especialmente a insuficiência estrutural e a infiltração, comprometem a estética da edificação e, a longo prazo, afetam a viabilidade de outros sistemas construtivos devido à entrada de umidade.

Neste estudo abordara-se a prevenção de fissuras e trincas na fachada no ponto mais fraco na junta de dilatação, e com isso minimizar as patologias crônicas e existentes decorrentes do recalque e movimentação do solo também pela ação da tração e retração em decorrência das ações climáticas.

2 -Objetivo Geral


Propor e avaliar a eficácia de uma solução preventiva para o controle de fissuras e trincas em fachadas de edificações, otimizando a aplicação de materiais em juntas de dilatação para direcionar intencionalmente as tensões e deformações para este ponto, visando a redução de danos patológicos crônicos e a melhoria da durabilidade.

2.1 - Objetivo específico


O intuito deste estudo é apresentar uma proposta de solução preventiva e eficaz para o controle de fissuras e trincas em fachadas de edificações, por meio da implantação de um sistema já disponível no mercado da construção civil. 

A proposta baseia-se na análise dos materiais utilizados nas juntas de dilatação, direcionando intencionalmente as tensões e deformações para esse ponto específico — considerado o elo mais fraco — de forma a reduzir a incidência dessa patologia crônica nas fachadas.

A meta do estudo e da pesquisa é contribuir para a redução de danos futuros nas fachadas, promovendo, assim, a minimização dos efeitos patológicos e a melhoria no desempenho e na durabilidade das superfícies externas. Isso será possível com a evolução no entendimento e na aplicação dos materiais utilizados no tratamento das juntas de dilatação.

Dessa forma, busca-se avaliar a possível diminuição da probabilidade de surgimento de fissuras causadas por movimentações do solo ou variações térmicas, contribuindo para a integridade da estrutura e a longevidade das edificações.

3 - Revisão Bibliográfica


Segundo Weimer (2018), o concreto armado está sujeito à ação de inúmeros agentes causadores de danos, o que torna a classificação das fissuras um desafio. O autor relata que esses agentes podem atuar no concreto, nas armaduras ou em ambos. 

Contudo, é possível prevenir o surgimento de manifestações patológicas em estruturas de concreto armado através de medidas como a devida atenção à concepção do projeto, uma boa execução, a utilização de materiais adequados e a implementação de uma estratégia de manutenção eficaz.

Para Sitter (1984), prevenir as solicitações durante a fase de concepção do projeto é o meio mais eficiente de evitar a degradação precoce da edificação e, consequentemente, garantir seu desempenho.

Além disso, a intervenção e o reparo na fase inicial da obra demandam menos recursos. A Lei de Sitter ilustra a evolução dos custos das intervenções ao longo das etapas da obra, conforme apresentado na Figura 1."

Curva de evolução dos Custos – Lei de Sitter
Figura 1: Na figura acima demostra a curva de evolução dos Custos – Lei de Sitter (Fonte: Sitter, 1984).

Gonçalves (2015) classifica as fissuras em ativas ou passivas. As fissuras ativas são aquelas que sofrem alterações em suas características — como o tamanho — ao longo do tempo, gerando problemas contínuos para a estrutura. Por outro lado, as fissuras passivas não apresentam mudanças em seus aspectos, permanecendo estáticas.

O surgimento de fissuras em estruturas de concreto armado é atribuído, segundo Souza e Ripper (2009), à má execução, a erros de projeto e ao mau uso da edificação. Os possíveis padrões de fissuração em uma estrutura de concreto podem ser visualizados na Figura 2.

Fissuras generalizadas em estrutura de concreto armado (Fonte: Neville, 2013)
Figura 2: Fissuras generalizadas em estrutura de concreto armado (Fonte: Neville, 2013).

Segundo Alexandre (2008), as anomalias que surgem na fase construtiva são frequentemente geradas pela falta de controle de qualidade da obra e pela ausência de profissionais qualificados. Por outro lado, as fissuras decorrentes do mau uso da edificação resultam de sobrecargas na estrutura ou de falhas nos processos de controle tecnológico do concreto em seu período inicial.

Para Souza e Ripper (2009), as causas da deterioração estrutural podem ser divididas em duas categorias: intrínsecas e extrínsecas. As causas intrínsecas estão relacionadas à própria estrutura, tendo sua origem nos materiais e elementos estruturais empregados na execução e no uso das obras. Já as causas extrínsecas abrangem fatores externos e erros humanos.

Ainda sobre a longevidade da construção, Silva (2002) ressalta a importância de considerar as definições de vida útil e durabilidade. O autor define a vida útil como o período em que a estrutura mantém a capacidade de desempenhar as funções para as quais foi projetada.

De acordo com Brandão (1999), a vida útil da construção depende igualmente de seus elementos estruturais de concreto armado e de seus componentes sem função estrutural. Isso está em consonância com Souza (2009), que afirma ser inevitável a ligação entre vida útil e durabilidade. 

Para Souza, a durabilidade é o parâmetro que define a vida útil de uma estrutura específica ao relacionar a aplicação de ambas as características.

4 - Materiais e métodos


A pesquisa em execução propõe-se a trabalhar com a coleta de dados fotográficos e bibliográficos, utilizando uma abordagem qualitativa, a fim de construir uma compreensão mais aprofundada sobre a dinâmica e a relevância do tema atualmente em estudo.

O trabalho contará ainda com um estudo de caso qualitativo, a ser realizado na obra denominada Reserva de Itaguaré, atualmente em andamento. 

Nesta obra, está sendo aplicado um método construtivo fundamentado nas diretrizes das seguintes normas técnicas: ABNT NBR 13755:2017 — Revestimentos cerâmicos de fachadas e paredes externas com utilização de argamassa colante: projeto, execução, inspeção e aceitação, e ABNT NBR 6118:2014 — Projeto de estruturas de concreto: procedimento.

Essas normas são consideradas fundamentais para a execução de sistemas de revestimento e estruturas de concreto, especialmente em situações como a proposta neste estudo de caso, contribuindo para a padronização, segurança e durabilidade das edificações. Serão detalhados os materiais usados na obra com o objetivo da prevenção das patologias acima citadas.

Relação dos tipos de elastômeros a serem pesquisados
Fonte: Acervo próprio 2025.

Segundo as normas NBR ABNT NBR 13755:2017 e a ABNT NBR 6118:2014, os materiais em estudo da tabela 1 devem ser aplicados com ferramentas adequadas e, preferencialmente, sobre superfícies preparadas e com uso de primers. 

A escolha correta dos materiais garante a durabilidade e a eficácia da fachada e o bom desempenho das juntas ao longo do tempo. Por isso, a preocupação da pesquisa de verificar em estudo de caso como são tratados esses materiais na obra civil.

4.1 - Selante de vedação


No projeto em execução e analise dentro do plano a ser adotado irão ser avaliados os materiais elastoméricos utilizados na obra de estudo de caso.

Deve-se salientar que os materiais elastoméricos são produtos com alta elasticidade, capazes de se deformar e retornar à sua forma original sem perder desempenho. São amplamente utilizados em fachadas e juntas de dilatação por sua capacidade de absorver movimentações estruturais causadas por variações térmicas, vibrações, recalques e retrações dos materiais.

Nas fachadas, os elastômeros são aplicados principalmente em juntas de dilatação e no tratamento de fissuras ativas, onde há movimentação constante. Eles evitam o surgimento de novas trincas e o desplacamento de revestimentos, como cerâmicas ou pastilhas.

O projeto de revestimento visa produzir detalhes construtivos, especificações técnicas de materiais e métodos construtivos adequados a cada edificação.

A norma estabelece requisitos mínimos para as características físicas e mecânicas dos revestimentos, tais como resistência ao arrancamento, absorção de água, expansão por umidade, entre outras. 

Além disso, a norma também define procedimentos para o assentamento dos revestimentos, incluindo a preparação das superfícies, aplicação do revestimento com argamassa colante, preenchimento com selante das juntas de movimentação térmica e rejuntamento.

O projeto de revestimento cerâmico de fachada de acordo com a ABNT NBR 13755:2017 deve levar em consideração diversos aspectos, como o clima local, as características do edifício, o tipo de revestimento cerâmico utilizado, entre outros.

Execução do selante aplicado (viapol).
Figura 3 e 4: Execução do selante aplicado (viapol). Fonte: Acervo próprio, 2025.

Dowsil 791 Características:

  • Capacidade de movimentação 50%;
  • Permanece flexível, não retraí, não perde a coloração e não craqueia;
  • Vida útil estável em baixas e altas temperaturas;
  • Resistente a umidade, raios UV, maresia, chuva ácida.
Quais as funções de um selante?

Evitar entrada de ar e água, acomodar diferentes movimentações térmicas e outros movimentos estruturais.

→ Coeficientes de expansão térmica (mm/mm/ºC)
  • Alumínio = 23.8 x 10-6
  • Vidro = 9.2 x 10-6
  • Concreto = 12.6 x 10-6
  • Policarbonato = 68.4 x 10-6
- Contribuir para o isolamento térmico eacústico.
- Contribuir para a estética da edificação.

Químicas de Selantes:

- Orgânicos, polímero baseado em carbono (-C-C-O-C-C-)
- Poliuretanos (mono e bicomponentes)
- Polysulfide
- Acrílicos
- Inorgânico, polímero não baseado em carbono. (-Si-O-Si-O-Si-) reticulado com silano
- Silicone
- Híbridos, polímero baseado em carbono (-C-C-O-C-C) terminados com silano (Si)
- STPU
- STPE

Em função de sua química e sua formulação os selantes:

  • Podem apresentar distinta adesão a um mesmo substrato.
  • Sua elasticidade pode variar muito com a temperatura, afetando a adesão e resistência coesiva
  • A luz Ultravioleta (UV) degrada as ligações carbono-carbono ou carbono-oxigênio de um selante orgânico, comprometendo sua durabilidade.
  • Adesão a variados substratos
  • Capacidade de movimentação
  • Durabilidade – vida útil do projeto: Excelente resistência a raios UV - preservação das propriedades físicas (elasticidade): 50 anos de desempenho comprovado dos selantes Dow vs. 5 anos garantia legal – código do consumidor.
  • Custo de reparação – valor muito alto (Mão de Obra, Balancim/Cadeirinha, edificações habitadas, produto, etc.).
  • Alta resistência ao intemperismo – água, ozônio, temperaturas extremas e variações de temperatura (estável e flexível)
  • Adesão: O selante deve aderir aos substratos para garantir a vedação. A falha adesiva é indesejada e pode ocorrer durante a movimentação da junta, caso as tensões geradas sejam superiores à capacidade de adesão ao substrato.
  • Falha na adesão: Sujeira, água/umidade na cavidade da junta ou por Selante de módulo inadequado. Considere o selante correto para cada tipo de substrato!!! ,  Talvez seja necessário o uso de primer – teste de adesão recomendado!

Definição: Determina o quanto o selante poderá ser movimentado sem sofrer falha coesiva (rompimento do material) ou falha adesiva. Testado de acordo com a norma ASTM C719

Exemplo: Selante com capacidade de movimentação de +/- 50% em uma junta de dilatação com 10 mm de largura pode ser estendida até 15 mm e comprimida até 5 mm durante seu tempo de serviço (ao longo de sua vida).

Durabilidade - Deterioração de Selantes Orgânicos 

Como um selante de poliuretano se degrada devido a exposição UV?

  • Endurecimento
  • Empoamento
  • Rachaduras
  • Cracking
  • Reversão de cura

4.2 - Tarucel


Na engenharia e na construção civil, a movimentação térmica e estrutural é uma realidade inerente que exige gerenciamento rigoroso. Sem o devido controle, as variações dimensionais causadas por expansão, contração e acomodação da estrutura podem resultar em patologias graves, como fissuras, trincas e até mesmo o comprometimento da integridade da edificação.

É neste contexto que as juntas de dilatação se destacam como elementos construtivos cruciais. Elas são projetadas para absorver as deformações da estrutura, garantindo sua funcionalidade, durabilidade e desempenho a longo prazo.

Tarucel: A Solução Eficiente para Juntas de Vedação

Para a correta execução dessas juntas, o Tarucel se apresenta como uma solução eficiente e confiável. Trata-se de um perfil elastomérico pré-formado (geralmente em espuma de polietileno expandido de célula fechada), que atua como corpo de apoio e limitador de profundidade para selantes.

Sua aplicação é fundamental para assegurar o fator de forma ideal (relação largura/profundidade) da junta, impedindo a adesão do selante em três pontos. Ao garantir a adesão apenas lateral, o Tarucel otimiza a capacidade de movimentação do selante, elevando a performance e a longevidade da vedação.

Instalação Simplificada e Rápida

A instalação do Tarucel é um processo simples, rápido e eficiente, contribuindo para a agilidade no canteiro de obras. O perfil é facilmente encaixado no vão da junta de dilatação, seguindo os passos essenciais:

1.Preparação do vão: Após o corte ou a abertura da junta, é fundamental realizar a limpeza completa do local, removendo poeira, partículas soltas de concreto ou qualquer outro resíduo que possa comprometer a aderência ou o encaixe adequado do Tarucel.

2.Encaixe do Tarucel: O perfil de Tarucel é então inserido no vão da junta, ajustando-se perfeitamente ao espaço disponível. Graças à sua flexibilidade, o material se adapta às movimentações naturais da estrutura sem perder suas propriedades de vedação e elasticidade.

3. Aplicação de selante (opcional): Dependendo das especificações do projeto ou das condições ambientais às quais a junta será exposta, pode ser recomendada a aplicação de um selante sobre o Tarucel. Isso proporciona uma vedação adicional e maior proteção contra infiltrações de água ou ação de agentes químicos. 

No entanto, o próprio Tarucel já oferece excelente desempenho em termos de vedação, sendo o uso de selante mais comum em situações de alta exigência, como fachadas muito expostas ou áreas sujeitas à umidade constante.

Execução da etapa do Tarucel aplicado como demostra na figura acima. Fonte: Acervo próprio

Figura 5 e 6: Execução da etapa do Tarucel aplicado como demostra na figura acima. Fonte: Acervo próprio.


O que acontece sem o uso do Tarucel?

A ausência de um material adequado como o Tarucel na execução de juntas de dilatação pode comprometer seriamente o desempenho e a durabilidade da estrutura. Entre os principais problemas observados, destacam-se:

Falta de flexibilidade: Materiais rígidos, como argamassas, não conseguem absorver as movimentações naturais da estrutura, resultando no surgimento de fissuras ou até mesmo no rompimento da junta.

Baixa durabilidade: Espumas e selantes comuns podem se degradar com o tempo, especialmente quando expostos a intempéries, raios UV ou agentes químicos, exigindo manutenções constantes e elevando os custos ao longo do tempo.

Infiltrações: Sem uma vedação eficiente, a água pode penetrar pelas juntas, causando danos ao revestimento, comprometendo a integridade da estrutura e favorecendo o aparecimento de patologias como eflorescências, mofo e corrosão de armaduras.

4.3 - Mantex


Mantex® é uma tela composta por 100% poliéster, levemente impregnada com PVC, especialmente desenvolvida para atuar como elemento estruturante ou reforço em sistemas de impermeabilização moldados no local. 

Seu principal objetivo é aumentar a resistência mecânica da impermeabilização, além de prevenir o surgimento de fissuras e/ou trincas, por meio da distribuição uniforme das tensões ao longo da superfície tratada.

Nas figuras acima mostra a Mantex (viapol)
Figura 7 e 8: Nas figuras acima mostra a Mantex (viapol). Fonte: Acervo próprio, 2025.

Vantagens

  • Compatível com os principais impermeabilizantes flexíveis do mercado;
  • Resistência aos álcalis proporcionada pelo revestimento em PVC;
  • Leve e flexível, facilitando o manuseio e aplicação;
  • Aumento da estabilidade mecânica do sistema de impermeabilização;
  • Resistente as intempéries;
  • Baixa deformação.

Utilização

  • Pode ser utilizado como reforço na impermeabilização flexível de cimentícios, membranas líquidas, asfaltos, em áreas de maior esforço como ralos, juntas, cantos, arestas ou reforço geral na impermeabilização de lajes. Além de também ser utilizada em tratamento de trincas e fissuras.
  • Colocar o Mantex® para reforço da impermeabilização entre a 1ª e a 2ª demãos ou do tratamento de trincas e fissuras.
  • Posicionar o Mantex® sobre o impermeabilizante com cuidado e uniformemente, evitando a formação de rugas e bolhas de ar.
  • Cobrir posteriormente com as demãos subsequentes, de modo que a tela não fique amostra.
  • Em trincas e fissuras, colocar a tela ultrapassando pelo menos 10 cm para cada lado.

4.4 - MC-Proof DF 9


Membrana impermeabilizante à base de copolímeros acrílicos, isenta de cimento, com alta flexibilidade, excelente aderência e secagem rápida. Indicada para sistemas de impermeabilização que exigem elasticidade e desempenho duradouro.

Na figura acima vemos a execução da MC- PROOF DF9 aplicado sobre a alvenaria.
Figura 9: Na figura acima vemos a execução da MC- PROOF DF9 aplicado sobre a alvenaria. Fonte: Acervo próprio.

Vantagens

  • Pronto para uso - Aplicação rápida e fácil sem necessidade de mistura (monocomponente).
  • Alta flexibilidade - Resistente a movimentações e fissuras.
  • Secagem rápida - Indicação visual da cura permite aplicação da próxima demão em apenas 2 horas.
  • Aderência superior - Compatível com argamassas colantes AC II e AC III.
  • Evita bolhas - Aberto à difusão de vapor d’água.
  • Dispensa proteção mecânica - Resistente contra alcanidade da argamassa, podendo receber assentamento direto.
  • Fácil Aplicação - Pode ser aplicado com rolo de lã de carneiro ou pincel. Garante um acabamento uniforme e aderência perfeita.
  • Certificado pelas normas - NBR 13.321 – Membrana acrílica para impermeabilização e EN 14.891 – Membrana impermeabilizante para aplicação sob argamassas colantes.

Áreas de Aplicação

Banheiros; Lavanderia; Cozinhas; Sacadas; Paredes de drywall; Frisos e juntas de movimentação: indicado para fachadas revestidas com pastilhas cerâmicas, porcelanas ou vidro.

5 - Proposta de Terapias Patológicas


Além da análise dos materiais utilizados nas juntas de dilatação, este projeto propõe avaliar possíveis terapias de recuperação estrutural, com foco nas patologias observadas na edificação estudada, anteriormente destacada como objeto de pesquisa.

A proposta visa promover um estudo que contribua com subsídios acadêmicos e práticos, possibilitando o aprofundamento de novas pesquisas relacionadas à patologia das construções e à recuperação de elementos comprometidos. 

Espera-se que os resultados obtidos sirvam de base para futuras investigações e para o desenvolvimento de soluções mais eficazes no campo da Engenharia Civil, especialmente no contexto de trabalhos de conclusão de curso e aplicações em obras reais.

Isso se torna importante se observar-se que segundo a própria norma Edificações habitacionais - Desempenho Parte 1-1: Base-padrão de arquivos climáticos para a avaliação do desempenho térmico por meio do procedimento de simulação computacional NBR 15575 (2013), as obras necessitam uma projeção de mínimo 50 anos de vida útil da parte estrutural. 

Muitas vezes as edificações apresentam problemas muito antes deste prazo devido a inúmeros fatores como se pode observar na figura 10, a seguir, onde pode ser observado as principais origens de incidências de patologia estrutural no Brasil.

Gráfico com as principais origens de patologias no Brasil.Fonte: Silva e Jonov, 2011
Figura 10: Gráfico com as principais origens de patologias no Brasil. Fonte: Silva e Jonov, 2011.

6 - Causas


Causas do aparecimento de patologias: 'Segundo Oliveira (2013), as origens patológicas não têm fontes isoladas, sofrem intervenção de variáveis, que podem ser com sintomas, que são as causas. Se fosse tomado maiores cuidados, haveria menores invenções em manutenção. 

Seguir o projeto e usar materiais adequados evita gastos futuros. Patologias são desenvolvidas por algumas falhas inerentes ao processo construtivo, esse é divido em três partes’ (OLIVEIRA,2013)

1. Planejamento;
2. Projeto;
3. Materiais

7 - Considerações


O estudo iniciou-se durante o desenvolvimento do presente semestre letivo de 2025, sendo que a equipe de trabalho iniciou o levantamento bibliográfico e a seleção de uma obra em execução da parte primordial da pesquisa.

Como relatado anteriormente, pretende-se trazer para o campo acadêmico a real problemática de execução estrutural de modo à com auxílio do estudo de caso relatar as reais fissuras e trincas que venham a ocorrer durante o desenrolar do estudo em sintonia com as fases de levantamento da edificação.

Nesse estudo além das bibliografias consultadas, e dos materiais de junção pesquisados, o intuito adicional será o levantamento fotográfico da edificação e bem durante o próximo semestre acompanhar o surgimento ou não dos efeitos patológicos estruturais que são âmbito desse estudo científico.

Alguns pontos que serão analisados, identificados e catalogados serão a possível presença de danos patológicos como os observados na (figura 11) exemplificada em alguns pontos de obras civis.

Os revestimentos são procedimentos utilizados na camada externa que cobre qualquer material, destinado a proteger superfícies horizontais e verticais de um edifício ou obra de engenharia. Vale salientar que o trabalho a ser executado deve sempre estar de acordo com o projeto, uma alvenaria e seus processos uma vez executado de forma correta é uma das principais causas de êxito no processo final.

Alvenaria e Pilar.
Figura 11: Alvenaria e Pilar. Fonte: Acervo próprio.

Abaixo, os tipos de revestimento em voga e em seguida as figuras correspondentes.

Chapisco: formado por mistura de cimento, areia e aditivos, com finalidade de equalizar a superfície, melhorando a aderência do revestimento, evitando o desprendimento das camadas posteriores, como o emboço;

Início do chapisco na alvenaria.
Figura 12:  Início do chapisco na alvenaria. Fonte: Acervo próprio 2025.

Emboço: fase que intermedia o chapisco para o reboco ou aplicação cerâmica, cobre e regulariza a superfície da base, gerando uma boa aderência entre as camadas e ajudando na vedação, função também relacionada a impermeabilização, impedindo a ação de agentes externos no substrato (alvenaria);

Após aplicação do emboço na alvenaria
Figura 13: Após aplicação do emboço na alvenaria. Fonte: Acervo próprio 2025.

Reboco: cobre o emboço, formando uma superfície lisa, impermeável, com bom conforto acústico e tem a função de acabamento para receber os processos que antecedem a pintura.

Reboco finalizado
Figura 14: Reboco finalizado. Fonte: Acervo próprio, 2025.

8 - Conclusão


A proposta de pesquisa traz uma grande valia à formação do (a) engenheiro (a) civil, uma vez que se pretendem avaliar um ponto importante para a base estrutural de uma edificação.

Tal preocupação ocasiona em menores gastos com manutenção e correções a danos estruturais e um empreendimento de melhor qualidade para o cliente.

Sobretudo não apenas ao cliente em potencial, mas a sociedade como um todo, pois permitirá que se foque em estudos que minimizem gastos que possam futuramente ser implementados em obras para baixa renda, por exemplo, no Brasil o chamado “minha casa minha vida”.

9 - Referências Bibliográficas


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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto — Procedimento. 2014.

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MC-Bauchemie Indústria e Comércio Ltda Disponível: https://www.mc-bauchemie.com.br/produtos/impermeabilizacao/membranas-argamassas-polimericas/mc-proof-df9.html Acesso: 01/10/2025

Autora convidada que escreveu esse artigo


Olá, meu nome é Cleia Hardman, tenho 32 anos, e sou formada em técnica de enfermagem, área na qual atuei durante 7 anos, e nos dois últimos anos, tive a honra de servir no HMASP como 3º Sargento de enfermagem, e isso foi um dos pontos altos desta incrível jornada em que me encontro.

Utilizando os conhecimentos adquiridos na saúde, fiz neste artigo algumas assimilações entre a patologia humana e a patologia civil. Na minha visão, são áreas semelhantes que utilizam materiais diferentes: a estrutura do prédio equivale à nossa estrutura óssea; as juntas de dilatação seriam como as nossas articulações.

Com isso, percebi que a lógica do diagnóstico se mantém. Assim como na enfermagem, a construção civil exige um olhar clínico apurado para investigar a causa raiz dos problemas. O objetivo deste trabalho é demonstrar como essa metodologia de investigação pode ser aplicada para garantir a saúde e a segurança das nossas edificações.

Formações

Técnica em enfermagem pela escola Alfa (Bertioga, SP).
Graduanda em Engenharia Civil pela Universidade FMU (Liberdade, São Paulo, SP).


Sobre o autor


Pedro Coelho Olá meu nome é , eu sou engenheiro químico com Pós Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e também sou Green Belt em Lean Six Sigma. Além disso, eu conclui recentemente o curso de Engenharia Civil, e em parte de minhas horas vagas me dedico a escrever artigos aqui no ENGQUIMICASANTOSSP, para ajudar estudantes de Engenharia Química e de áreas correlatas. Se você está curtindo essa postagem, siga-nos através de nossas paginas nas redes sociais e compartilhe com seus amigos para eles curtirem também :)

0 Comentários de "Redução para Manifestações Patológicas em Fachadas na Área da Construção Civil"

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