História da bomba de hidrogênio

Desenvolvida primeiramente pelo físico americano Edward Teller e pelo matemático polonês Stanisław Marcin Ulam, a bomba de hidrogênio (também conhecida como dispositivo termonuclear, bomba H ou bomba de fusão termonuclear) é o explosivo mais forte já criado pelo homem, sendo que a sua força é equivalente a várias bombas atômicas juntas, pois a energia gerada pela fusão do hidrogênio é bem superior ao da fissão do urânio e do plutônio.

bomba tsar, que e tambem chamada de grande ivan
A Bomba Tsar, ou "Grande Ivan", como os soviéticos a apelidaram, é um dos mais poderosos explosivos feitos pelo homem na história da humanidade.

Introdução da história da bomba de hidrogênio


A história da bomba de hidrogênio começou durante o Projeto Manhattan, quando o físico Edward Teller teve a brilhante ideia da construção de uma Bomba de Hidrogênio, sendo esse tipo de bomba bem diferente da clássica bomba de fissão, pois nas bombas de fissão ocorre a quebra do átomo de urânio ou plutônio para ocorrer a geração de energia, já na bomba de hidrogênio ocorre normalmente a fusão dos átomos de deutério e trítio para ocorrer a geração de energia.

Nessa postagem, eu vou abordar resumidamente a história da bomba de hidrogênio, mencionando a preocupação e o medo referente ao seu uso, sendo que também eu vou comentar um pouco a LTBT e a NPT, que foram tratados importantes para promover o uso pacífico da energia nuclear.


Começo do uso da fusão de hidrogênio nas bombas de fissão


Em 1951, os cientistas americanos começaram a desenvolver as primeiras bombas de fissão intensificadas, as quais usavam uma pequena quantidade de combustível de fusão (deutério e trítio), para elevar o poder destrutivo da bomba.

Nessas bombas, a taxa de fissão era aumentada para valores muito elevados, permitindo que o material físsil da bomba sofresse a fissão antes do núcleo ser desmantelado explosivamente, sendo que o combustível de fusão contribui com cerca de 1% da energia, para a detonação da bomba.

O design deste tipo de bomba foi desenvolvido independentemente por Edward Teller e Andrei Sakharov, sendo que Teller se referia a esse design como "Alarm Clock", e Sakharov como "Sloyka" ou "Layer Cake".

Edward Teller a esquerda e Andrei Sakhavor a direita.
Edward Teller (a esquerda) e Andrei Sakhavor (a direita)

Primeira Bomba de Hidrogênio


A primeira bomba de hidrogênio foi desenvolvida nos Estados Unidos em um projeto, que foi liderado por Edward Teller e por Stanisław Marcin Ulam. Essa bomba foi testada em 1° de novembro de 1952 no atol de Enewetak, nas Ilhas Marshall, em uma operação de codinome Ivy Mike, e a explosão dessa bomba teve um poder de detonação de 10,4 megatons.

A nuvem que se formou após a explosão atingiu uma altitude de cerca de 40 quilômetros e se expandiu aproximadamente por 160 quilômetros, e a ilha na qual a explosão foi realizada simplesmente desapareceu, deixando apenas uma imensa cratera.

detonação da primeira bomba de hidrogenio em 1° de novembro de 1952
Detonação da primeira bomba de hidrogênio em 1° de novembro de 1952
A bomba construída era bem limitada, pois os americanos tinham poucas informações sobre o manuseio do deutereto de lítio. Devido a isso, eles preferiram trabalhar com o deutério líquido, que precisava ser mantido a uma temperatura de -250°C, e para isso, foi construída uma cabine de seis andares para abrigar a bomba o com seu sistema de refrigeração complexo.

conjunto da primeira bomba de hidrogenio
Conjunto da primeira bomba de hidrogênio
O conjunto todo da bomba era bem pesado e não podia ser lançado por um avião. Apesar disso, o primeiro teste foi um sucesso.


Teste da Bomba Bravo


Em 28 de fevereiro de 1954, os Estados Unidos detonou sua primeira bomba de hidrogênio que podia ser lançada de um avião no atol de Bikini. O teste dessa bomba ficou conhecido como Castle Bravo, sendo essa uma série de novas bombas que usam deutereto de lítio com um teor de 40% de lítio-6 como seu isótopo combustível de fusão.

teste de castle bravo
Teste de Castle Bravo - A explosão arrancou uma cratera de mais de 1 km de largura e várias centenas de metros de profundidade e ejetou milhões de toneladas de resíduos radioativos no ar, e em poucos segundos a bola de fogo foi de quase 5 metros de diâmetro.
A bomba teve o poder de detonação de 15 megatons de energia, sendo isso mais de duas vezes o seu rendimento esperado, e, embora a explosão tenha sido a mais potente da história de testes americanos, ela causou danos sérios ao meio ambiente.

Isso ocorreu devido a combinação inesperada das condições meteorológicas, que fez com que a nuvem de radiação da bomba contaminasse mais de 11000 quilômetros quadrados, incluindo os nativos da Ilha Marshall e a tripulação de um barco de pesca japonês, como uma neve de cinzas. Após isso, as pessoas das ilhas contaminadas foram retiradas, no entanto, os nativos receberam uma dose alta de radiação, que fez com que eles desenvolvessem câncer e ainda causou defeito genético no nascimento de seus descendentes.

A maioria dos afetados pela radiação da bomba foram pessoas que estavam vivendo nos atóis de Rongelap e Utirik, 160 e 480 quilômetros a leste de Bikini, respectivamente.

Os moradores de Rongelap foram expostos a até 200 rems de radiação. Eles foram retirados 24 horas após a detonação. Os residentes de Utirik, que foram expostos a menores níveis de radiação, foram evacuados dois dias mais tarde, e após sua evacuação, muitos sintomas típicos de intoxicação por radiação começaram a aparecer como: queima da boca e dos olhos, náuseas, diarréia, perda de cabelo, e queimaduras na pele.

A tripulação do barco de pesca japonês, Fukuryu Maru (Dragão de sorte), acabou sofrendo com queimaduras sérias na pele, sendo que horas após a exposição, um dos tripulantes morreu por causa da radiação, e os outros, quando chegaram a ser socorridos, foram hospitalizados e, eventualmente, um entrou em coma e morreu. Embora os EUA tivessem negado a responsabilidade do desastre, eles enviaram a viúva do tripulante um cheque de 2,5 milhões de ienes "como um sinal de simpatia."

Teste Cherokee


Após o avanço da tecnologia nuclear, os Estados Unidos realizaram dezenas de testes nucleares nos atóis, sendo um deles o teste Cherokee, que foi realizado em 31 de maio de 1956 e teve o poder de detonação de 3,8 quilotons.

teste cherokee
Teste Cherokee

Resposta dos Soviéticos às bombas dos americanos


Em outubro de 1948, Andrei Sakharov, um membro da equipe de Igor Kurchatov, começou a explorar a viabilidade da construção de uma bomba nuclear, utilizando camadas alternadas de deutério e urânio-238, chamando esse design de "Sloyka" ou "Layer Cake" (camada de bolo), e se baseando na compressão da radiação ionizante do combustível termonuclear, sendo esse conceito semelhante ao usado por Edward Teller, que o denominou de “Alarm Clock” (despertador).

O trabalho de Sakharov prosseguiu no Projeto Truba, que foi um projeto de bombas atômicas em formas de tubos, possuindo o desenho clássico de um míssil. Depois um de ano de projeto, o físico russo Vitaly Lazarevich Ginzburg pensou em usar o deutereto de lítio-6 em vez de deutério líquido, sendo que a combinação de lítio-6 com nêutrons produz trítio, hélio-4 e energia, e esta idéia foi incorporada ao projeto Layer Cake de Sakharov em 1949.

Em 1950, os soviéticos começaram a desenvolver maneiras de isolar lítio-6 para usá-lo na síntese de trítio, e na primavera desse mesmo ano, Andrei Sakharov e Igor Tamm se mudaram com a sua equipe para Sarov para poder continuar trabalhando no projeto da Sloyka de Sakharov. Enquanto isso, outro grupo teórico liderado pelo fisico Yakov Seldovich continuou a trabalhar no Projeto Truba.

Entre os físicos soviéticos que estavam com Sakharov e Tamm, o que executou os cálculos matemáticos da bomba foi Lev Landau, que calculou a dinâmica da bomba tão bem que ele foi capaz de prever o rendimento com uma precisão que era então além das capacidades dos EUA.

Embora Landau não quisesse ajudar a desenvolver a bomba de hidrogênio, ele foi fortemente ameaçado de prisão ou até de algo bem pior pelo governo soviético, devido à passagem de um ano na prisão soviética por supostamente liderar uma organização que era contrária a revolução em 1938. Após a morte de Stalin em março de 1953, ele acabou abandonando o programa nuclear soviético.

foto de lev landau
Foto de Lev Landau
Nessa época, os soviéticos conseguiram obter informações secretas sobre a bomba de hidrogênio americana através do serviço de espionagem, e com essas informações, os soviéticos conseguiram compreender o princípio da bomba e avançaram no projeto de sua primeira bomba de hidrogênio, criando uma bomba de dois estágios, em que o primeiro era composto por componentes de fissão e o segundo estágio era composto por componentes de fusão.

Em 12 de agosto de 1953, a União Soviética testou a sua primeira bomba de hidrogênio, a Joe-4 (RDS-6), em uma torre nos campos de testes do Cazaquistão (centro da Sibéria). A bomba tinha um poder de detonação de 400 quilotons. No entanto, apesar de não ser tão poderosa como a bomba americana, que foi testada nove meses antes, ela tinha uma grande vantagem em relação a bomba dos americanos, pois ela era pequena suficiente para poder ser transportada e lançada por um avião.

No entanto, essa bomba não poderia ser considerada uma bomba de hidrogênio verdadeira, pois seu poder de detonação só podia alcançar centenas de quilotons, ao invés de megatons, que é um valor de poder comum para esse tipo de armamento. Apesar disso, a Joe-4 incentivou os soviéticos e deu-lhes a confiança de que os seus esforços futuros no desenvolvimento da bomba de hidrogênio poderiam produzir uma bomba extremamente poderosa.

joe-4 primeiro dispositivo termonuclear da uniao sovietica
JOE-4: primeiro dispositivo termonuclear da União Soviética.
Após o teste da bomba, Tamm retornou a Moscou para retomar o trabalho acadêmico na FIAN (Instituto de Física da Academia Soviética de Ciências). Sakharov foi eleito como membro titular da Academia Soviética de Ciências, e premiado com a primeira de suas 3 medalhas de herói do trabalho socialista, bem como também foi premiado com o prêmio Stalin e uma luxuosa dacha (casa de campo).

Logo após o teste da bomba "BRAVO" dos americanos, a equipe de Sakharov teve a mesma ideia de usar implosão de radiação, e com isso, o trabalho no projeto "Layer Cake" foi interrompido. Devido a isso, os cientistas russos chegaram a um design diferente e independente ao design dos americanos, resultando na produção de bombas bem mais poderosas.

Depois de um tempo, Sakharov acabou assumindo a posição de Tamm na instalação e fez a contribuição chave para a fabricação de uma nova bomba de hidrogênio, que foi testada em 22 de novembro de 1955.

Essa bomba que foi denominada de RDS-37 foi detonada em uma base de teste em Semipalatinsk (Cazaquistão). Em seu teste, a bomba apresentou um alto poder de detonação de 1,6 megatons, logo, ela foi considerada uma verdadeira bomba de hidrogênio devido a seu alto poder de detonação.

nuvem de cogumelo da primeira bomba de hidrogenio sovietica
RDS-37 A nuvem de cogumelo da verdadeira primeira bomba de hidrogênio soviética
No início da década de 60, a corrida armamentista foi grandemente impulsionada por cada uma das duas superpotências que reagiam às ações do outro. Nessa época, os soviéticos desenvolveram uma série de bombas de hidrogênio, e em 30 de outubro de 1961, eles detonaram a bomba termonuclear mais potente já criada pelo Homem. Essa bomba que foi testada na ilha de Novaya Zemlya rendeu 58 megatons, o equivalente a 116 bilhões de libras de TNT. Supõe-se que esta bomba tinha três fases, usando o chumbo ao invés de urânio-238 para a fase de fusão.

A Tsar Bomba foi a bomba nuclear mais poderosa já construída ou detonada
A Tsar Bomba foi a bomba nuclear mais poderosa já construída ou detonada.
Essa mudança do urânio-238 para o chumbo foi o motivo para a pequena quantidade de produtos de fissão liberado pelo dispositivo, que foi lançado e detonado às 3 e meia da manhã, iluminando o céu por centenas de quilômetros ao redor. Essa arma tinha o melhor dispositivo de energia termonuclear já produzido a partir da fusão de deutério em deutereto de lítio, em cilindros dispostos em seqüência, de modo que cada etapa deverá impulsionar a próxima.

Mais quatro bombas de hidrogênio foram testadas em 1962, com rendimentos que variam de 20 a 30 megatons, mas nenhuma dessas bombas soviéticas foi considerada de valor militar.

Bomba de hidrogênio da Grã-Bretanha


A Grã-Bretanha foi o primeiro país a estudar o desenvolvimento de armas nucleares, sendo o primeiro trabalho realizado por Otto Frisch e Rudolf Peierls em fevereiro de 1940 na Universidade de Birmingham (Inglaterra), onde os cientistas demonstraram a viablidade da construção de bombas de fissão nuclear.

Em 1941, a MAUD (Military Application of Uranium Detonation) enviou um memorando para o governo americano, incentivando uma maior pesquisa do urânio e lembrando que a fissão tinha havia sido descoberta na Alemanha 3 anos antes, sendo isso um grande incentivo ao Projeto Manhattan, que ganhou bastante força após esse memorando.

Infelizmente em 1946, o governo americano aprovou o “Atomic Energy Act of 1946” (conhecido como The McMahon Act), que é um ato que determina como os Estados Unidos devem manusear a tecnologia nuclear. Esse ato fez com que os laços entre EUA e programas nucleares britânicos fossem cortados, e com isso, a Grã-Bretanha sentiu que deveria ter uma força nuclear independente. Em janeiro de 1947, a Grã-bretanha começou a desenvolver sua primeira bomba atômica.

Em um projeto liderado pelo físico britânico Sir John Crockcroft, a construção do primeiro reator nuclear da Grã-Bretanha começou em 3 de julho de 1948, e além disso, nesse mesmo ano, sites para produção de plutônio e urânio altamente enriquecido, também foram construídos.

Devido a falta de locais adequados para testes de armas atmosféricas, a Grã Bretanha procurou locais para testar as suas bombas, até que finalmente decidiram testar seu armamento nas Ilhas de Montebello, ao largo da costa oeste da Austrália. Em 3 de outubro de 1952, a Grã-Bretanha detonou seu primeiro artefato nuclear, de codinome "Hurricane", o qual teve poder de detonação de cerca de 25 quilotons.

teste nuclear britanico de codinome Hurricane
Teste nuclear britânico de codinome Hurricane

Em 1954, o primeiro ministro Winston Churchill decidiu que a Grã-Bretanha deveria ir em frente com o desenvolvimento da bomba de hidrogênio. A primeira bomba de hidrogênio bem sucedida da Grã-Bretanha foi detonada em 8 de novembro de 1957, sobre a Ilha Christmas (Kiribati) , no Pacífico. O teste teve poder de detonação de cerca de 1,8 megatons.

Em 1958, após a alteração do ato de energia atômica do EUA, a cooperação entre os EUA e os programas nucleares britânicos foi retomada, logo, após uma série de testes entre 1957 e 1958, o Reino Unido deixou de conduzir seus próprios testes nucleares independentes, retomando os testes em 1961, sendo que nesses testes, os EUA e a Grã-Bretanha começaram a realizar-los em conjunto no local de teste, em Nevada, sendo todas as armas nucleares britânicas subsequentes baseadas em modelos norte-americanos, que foram disponibilizados para a Grã-Bretanha.

Bomba de hidrogênio da França


Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a França também criou um programa de armas nucleares. No entanto, devido a questões políticas internas, o programa só se iniciou no final dos anos 50, e foi liderado pelo general Frances Charles de Gaulle.

Em 13 de fevereiro de 1960, a França realizou o seu primeiro teste nuclear denominado de "gerboise bleue" (gerbil azul) no topo de uma torre de 105 metros no Reggane, Argélia. A bomba usada no teste tinha como combustível o plutônio e teve um poder de detonação de cerca de 65 quilotons.

Após o primeiro teste, a França continuou realizando teste nucleares na Argélia, em Reggane e Ecker até 1966, sendo que três anos e meio depois a Argélia ganhou a sua independência. Depois de 1966, o programa de testes mudou-se para os atoís de Mururoa e Fangataufa, que ficam no Pacífico Sul.

Em 24 de agosto de 1968, a França testou sua primeira bomba de hidrogênio no atol de Fangataufa, que teve um poder de detonação de 2,6 megatons, sendo que após esse teste, o atol ficou fortemente contaminado, e com isso, deixando-o inabitável por seres humanos pelos 6 anos seguintes.

Teste nuclear frances no atol de mururoa
Teste nuclear francês no Atol de Mururoa

Após o teste da bomba de hidrogênio, a França continuou com testes atmosféricos nos atóis até 1974. Em 1995, a França retomou o teste nuclear sob protesto global. No entanto, a França já se juntou às outras grandes potências nucleares na ratificação do Tratado de Proibição de Testes e do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.


Nos anos 90, o arsenal nuclear francês foi implantado em uma tríade (ar, mar e forças terrestres). Em 1996, a França anunciou que o componente terrestre seria eliminado. Embora esta redução seja bem-vinda, a França continua a modernizar as suas forças nucleares restantes, e ela ainda permanece sendo a terceira nação nuclear mais poderosa do mundo.

Bomba de hidrogênio da China


Em 1951, a China assinou um acordo secreto com Moscou na qual a China oferecia urânio em troca de ajuda soviética com a tecnologia nuclear, e com isso, a China começou a desenvolver suas bombas nucleares no final dos anos 50.

No entanto, as relações sino-soviéticas se esfriaram no final dos anos 50, e nos anos 60, a União Soviética começou a se afastar e a negar dados para a construção de uma bomba atômica chinesa. Apesar do término da assistência soviética, a China continuou a desenvolver armas nucleares.

Em 1960, a China teve progressos notáveis no desenvolvimento de bombas nucleares. O primeiro teste nuclear chinês ocorreu em Lop Nur em 16 de outubro de 1964. Nesse teste, a primeira bomba chinesa usava urânio-235 como combustível e teve um poder de detonação de 25 quilotons. Em 14 de junho de 1967, a china detonou a sua primeira bomba de hidrogênio, que tinha poder de detonação de 3,3 megatons.
detonação da primeira bomba de hidrogenio chinesa
Detonação da primeira bomba de hidrogênio chinesa
Após o teste da bomba H, a Revolução Cultural Chinesa acabou interrompendo o programa de armas nucleares chinesas e alguns outros setores científicos e educacionais, logo, houve uma desaceleração do programa nos anos seguintes.

No entanto, essa desaceleração do programa nuclear chinês parecia ser incerta, pois não se sabe o tamanho do estoque de armas nucleares chinesas. Além disso, a China ainda é suspeita de ter ajudado o programa nuclear paquistanês. Em 1996, a China assinou o Tratado de Proibição de Testes Nucleares.

A explosão “pacífica” da bomba atômica indiana


Na manhã de 18 de maio de 1974, uma bomba nuclear foi detonada no deserto de Rajasthan perto de Pokhran, Índia. Este evento veio como um choque para o mundo inteiro. O projeto dessa bomba atômica de fissão havia sido autorizado pelo primeiro-ministro indiano Indira Gandhi, em 7 de setembro de 1972.

Uma pequena equipe de aproximadamente 75 cientistas e engenheiros do Centro de Pesquisa Atômica Bhabha (BARC) iniciou o processo de concepção e desenvolvimento dessa bomba, sendo essa equipe liderada pelo físico indiano Raja Ramanna.

Foto do físico indiano Raja Ramanna
Foto do físico indiano Raja Ramanna
A bomba nuclear indiana usava como combustível o plutônio, que foi extraído do reator de pesquisa CIRUS (Canadá-Índia Reactor US). O CIRUS era um reator que gerava cerca de 40 megawatts, que havia sido fornecido pelo Canadá e que começou a operar em 1960.

O design da bomba indiana era similar ao da bomba atômica americana Fat Man, mas o projeto indiano era bem mais simples e menos sofisticado do que o da bomba americana.

cratera buddha gerada pela explosão da bomba atômica indiana
Cratera Buddha gerada pela explosão da bomba atômica indiana

Os testes subterrâneos de bombas são geralmente chamados de “Sorriso de Buda” , sendo que nesses testes, a bomba não é lançada por um avião. O poder de detonação da bomba indiana gerou um pequeno debate em relação ao seu poder, pois oficialmente foi dito que a bomba teve poder de 12 quilotons, no entanto, acreditasse que o poder da bomba tenha sido algo em torno de 8 quilotons.

O governo indiano referiu-se ao teste como uma explosão nuclear "pacífica" voltada para exploração de novas técnicas, como aperfeiçoamento da exploração de minérios e da produção de poços de petróleo.

No entanto, a reação internacional foi negativa, e o Canadá cortou praticamente toda a assistência nuclear. Os Estados Unidos também restringiram tais colaborações e com êxito convenceu a Índia a não realizar mais testes nucleares naquele momento. Porém, a Índia continuou sua pesquisa e desenvolvimento de armas nucleares, principalmente fora da vista do público. Devido a isso, o Pasquistão, que é um grande rival da Índia, acabou acelerando o seu programa nuclear em resposta disso.

Em 1998, a Índia testou uma bomba nuclear, que se acredita ser uma bomba de hidrogênio.

Bombas nucleares da África do Sul


A África do Sul é o único país a ter desenvolvido com sucesso bombas nucleares, e que em seguida, desmantelou voluntariamente todo o seu programa de armas nucleares, sendo que em março de 1993, o então presidente De Klerk anunciou que o país tinha produzido tais armas, em segredo, mas destruiu-os antes de assinar o NPT (Non-Proliferation Treaty, que foi um tratado para promover o uso pacífico da energia nuclear) em 1991.

Após esse fato, descobriu-se que o flash detectado pelo satélite US VELA na noite de 22 de setembro de 1979 era de uma explosão nuclear. Além disso, a África do Sul também reconheceu que tinha recebido a ajuda de Israel em troca de 550 toneladas de urânio bruto.

Em 1995, a África do Sul também se tornou um membro do Missile Technology Control Regime (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis), que é uma parceria informal que visa evitar a proliferação de mísseis e de tecnologia de veículos aéreos não tripulados capazes de transportar uma carga de 500 kg por pelo menos 300 km.

Bombas nucleares do Estado de Israel


O estado de Israel é um país que não faz parte do NPT, pois alega não ter armas nucleares. No entanto, acredita-se que Israel tenha estas armas, pois existe uma grande ameaça real de seus vizinhos. Além disso, Israel possui uma força militar altamente avançada e a presença de mísseis ofensivos e defensivos.

O programa nuclear de Israel começou no final dos anos 1950 para enfrentar a ameaça percebida ao Estado, sendo o mais avançado do Oriente Médio. Acredita-se que o país possua um arsenal nuclear estimado entre 20 e 100 bombas com o mesmo poder da lançada em Nagasaki, em 1945.

Apesar do país não ter assinado a NPT, ele assinou o Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty (CTBT), se comprometendo a não realizar qualquer teste ou explosão nuclear.


Projeto das bombas atômicas do Iraque


Após a derrota do Iraque na Guerra do Golfo em 1991, a AIEA descobriu que o Iraque havia violado a NPT, pois secretamente havia iniciado um programa de armas nucleares. Na investigação da AIEA (International Atomic Energy Agency) descobriram que em Bagdá havia projetos de uma bomba atômica e, alem disso, descobriu-se grandes quantidades de lítio-6, que é muito usado em bombas de fissão e fusão nuclear.

Nessa investigação, os funcionários da AIEA estimaram que o Iraque pudesse ter sido capaz de produzir suas primeiras bombas atômicas em aproximadamente dois anos. Em novembro de 2002, os inspetores da AIEA retornaram ao Iraque, suspeitando que o Iraque não tivesse abandonado seu desenvolvimento de armas nucleares. No entanto, não encontraram nada.

Possível Projeto de bomba atômica no Irã


O Irã é outra nação misteriosa, que faz parte do NPT desde 1970. Acredita-se que o Irã tenha criado um programa secreto para criação de armas nos anos 80, e que a Rússia e a China foram seus principais fornecedores de tecnologia nuclear.

Em 2005, a União Européia (UE) tentou negociar com o Irã para fazê-lo largar o seu desenvolvimento de tecnologias nucleares, para fins pacíficos. No entanto, o Irã deixou claro que qualquer proposta que não garantia o acesso do Irã à tecnologia nuclear pacífica levaria à cessação de todas as negociações nucleares relacionadas com a União Européia.

Essa recusa do Irã fez com que as tensões crescessem sobre o país, que além de ter um programa nuclear suspeito, ainda se recusava a cumprir a resolução da AIEA e as regras da NPT.

No entanto, apesar do programa ser suspeito, não se tem informações sobre a criação de bombas de hidrogênio e nem de bombas de fissão.

Bombas nucleares da Coréia do Norte


Embora a Coréia do Norte tenha assinado o NPT em 1985, acredita-se que ela tenha prosseguido ativamente em um programa de armas nucleares, violando assim o tratado, pois, a Coréia do Norte não permitiu que a AIEA realizasse as inspeções necessárias em seu território até maio de 1992.

Acredita-se também que a Coréia tenha produzido plutônio o suficiente para a produção de duas bombas nucleares. Em uma tentativa de acordo com os EUA em 1994, a Coréia do Norte concordou em suspender o desenvolvimento de armas nucleares em troca de fornecimento de óleo combustível.

Entretanto, em fevereiro de 2005, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coréia do Norte anunciou a fabricação de uma bomba atômica, sendo isso algo que deixou em alerta as autoridades mundiais

Após isso, em setembro do mesmo ano, os representantes da Coréia do Norte foram chamados para a Six-Party Talks, em que acabaram assinando um acordo concordando em abandonar todos os programas nucleares e a retornar para NPT.

No entanto, no dia seguinte, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores declarou que os EUA teriam de fornecer um reator de água leve para a Coréia do Norte, a fim de resolver a falta de confiança entre os dois países, sendo que isso fez que os Six-Party concordassem em se reunir novamente. Apesar de várias reuniões, a Coréia do Norte ainda não desistiu do programa nuclear. Além disso, acredita-se que o país já tenha desenvolvido uma bomba de hidrogênio.

Bombas Nucleares da Líbia


A Líbia foi outra nação que preocupou o mundo com seus testes nuclerares. Em dezembro de 2003, o líder líbio, Coronel Muammar Gaddafi, comprometeu-se publicamente a desmantelar o seu programa nuclear, após um período de negociação com os EUA e com as autoridades do Reino, e ele também se comprometeu a aderir ao NPT, assinando um protocolo adicional em 10 de março de 2004.

Após se comprometer publicamente, Gaddafi convidou o IAEA (International Atomic Energy Agency) para fazer a verificação de suas atividades relacionadas com armas nucleares, sendo essa verificação feita no mesmo mês em que Gaddafi havia se comprometido a desmantelar as suas armas nucleares.

Nessa verificação, os inspetores encontraram equipamentos e tecnologia importada, e descobriram um número considerável de instalações nucleares secretas em torno de Trípoli. Nessa inspeção, descobriu-se que o paquistanês Abdul Qadeer Khan era o responsável por fornecer à Líbia planos de ogivas nucleares, urânio bruto e centrífugas de enriquecimento, através de sua rede no mercado negro.

Tratados de Proibição de Testes Nucleares


Em 1958, como um primeiro passo em direção a um tratado banindo os testes nucleares, os Estados Unidos e a União Soviética suspenderam temporariamente os testes nucleares, sendo que esse tratado informal foi encerrado pelos soviéticos em setembro de 1961. Após isso, os Estados Unidos voltaram a fazer seus testes nucleares duas semanas após o encerramento do tratado.

Essa volta aos testes nucleares pelos dois países fez com que a preocupação pública aumentasse o suficiente a ponto de forçar uma negociação de banimento dos testes nucleares.

Os protestos contra os testes nucleares e o desenvolvimento de bombas de hidrogênio ganharam bastante força nas duas grandes potências. Cerca de 700 mil pessoas foram afetadas pela radiação emitida pelas bombas nucleares dos testes no Cazaquistão, onde várias pessoas sofreram danos graves a saúde, sendo os fetos os que mais sofreram.

Devido a isso, os soviéticos começaram a monitorar os detritos radioativos no ar a partir de testes americanos, franceses e chineses durante os anos 60. Nessa época, Sakharov havia sido afetado pelos efeitos da radiação e começou a impor limites para os testes de bombas nucleares, usando sua influência para fazer com que os futuros testes fossem subterrâneos, sendo isso algo que acabou levou a proibição dos testes nucleares atmosféricos em 1963, com a criação da LTBT (Limited Test Ban Treaty).

Presidente Kennedy assinando o LTBT
Presidente Kennedy assinando o LTBT

O LTBT foi um acordo trilateral entre os EUA, URSS e Reino Unido, que suspendeu o espaço de testes nucleares atmosféricos, submarinos e exteriores. O tratado foi assinado na época por 113 países, sendo que a França e a China só acabaram assinando em 1996. No entanto, ironicamente, o tratado acabou indiretamente incentivando a corrida armamentista.

Apesar do tratado, os militares soviéticos conduziram um teste com uma bomba de hidrogênio com poder de detonação de cerca de 180 quilotons em 16 de janeiro de 1965. A detonação da bomba foi anunciada com uso pacífico, para a construção de um lago.

Contudo, a detonação não deu muito certo, e uma nuvem radioativa varreu vários loteamentos residenciais, sendo que os soldados que vieram da república da Ásia Central, não tinham equipamentos de proteção para protegê-los dos escombros radioativos; graças a isso, quase todos os soldados foram vítimas de uma grave exposição à radiação. O lago foi chamado Lake Atomkul ou "Lago Atômico."

Lago Atômico
Lago Atômico
Depois de um tempo, os roedores que viviam nos arredores e bebiam dessa água começaram a morrer, e os peixes que foram colocados nesse lago cresceram 2 vezes o seu tamanho normal. Os ovos que eram colocados pelos animais da área resultaram em filhotes cegos, que não conseguiam viver por muito tempo.

Nessa época, encontraram concentrações perigosas de estrôncio-90 e césio-137 nos corpos dos peixes e dos animais mortos. Felizmente, depois de vários anos, os peixes foram novamente capazes de sobreviver e desovar no lago, e depois de 1985, o consumo limitado dos peixes do lago foi permitido.

Nos anos 70, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT, Treaty on the Non-Proliferation of Nuclear Weapons) foi criado visando um desarmamento ou limitação das nações com armamentos nucleares. No entanto, alguns países até hoje se recusam a assinar.

Queda da União Soviética e o aumento da preocupação com armamento nuclear


Durante a década de 1980, havia cerca de 40.000 dispositivos termonucleares armazenados nos arsenais de todas as nações com armas nucleares no mundo, sendo que este número diminuiu durante a década de 1990. No entanto, a ameaça destrutiva que pode ser causada por essas bombas tem sido a preocupação principal da população mundial desde os anos 50.

Um movimento popular antibomba nuclear chamado Movimento Nevada-Semipalatinsk surgiu durante os últimos anos da União Soviética em março de 1989. Esse movimento foi liderado pelo poeta e escritor cazaquistanês Olzhas Suleimenov, que foi um excelente orador e conseguiu organizar com perfeição o movimento.

O movimento foi marcado por manifestações realizadas em Almaty (maior cidade do Cazaquistão), nas quais alguns manifestantes foram baleados pela polícia de segurança, logo, o movimento acabou ganhando bastante força na época.

Foto de Olzhas Suleimenov
Foto de Olzhas Suleimenov
Em 1991, o movimento coletou mais de dois milhões de assinaturas de pessoas que eram contra os testes atômicos, e com isso, os soviéticos acabaram encerrando seus testes nucleares em agosto de 1991.

No final de dezembro do mesmo ano, ocorreu um grande colapso com a União Soviética, que por consequência deu fim à própria, sendo isso algo que gerou um grande alívio ao mundo, porque diminuiu o risco de uma guerra nuclear. No entanto, em 11 de maio de 1998, o mundo foi lembrado que a proliferação nuclear ainda era um problema, pois havia realizado três testes nucleares subterrâneos no deserto de Rajasthan, na Índia Ocidental.

Na época, as autoridades indianas alegaram que era apenas uma bomba de fissão, uma bomba nuclear com baixo rendimento e uma bomba H. Esse teste fez com que as autoridades mundiais ficassem de olho na Índia, que era um país que geralmente não era assumido como um país muito ativo no desenvolvimento de armas nucleares.

Em 28 de maio de 1998, o Paquistão aumentou ainda mais as tensões globais quando realizou cinco testes nucleares, sendo que os oficiais paquistaneses não divulgaram as informações sobre os tipos ou rendimentos dos testes.

Após isso, ainda realizaram mais um teste dois dias depois, e com isso, prosseguindo o desenvolvimento de bombas nucleares, que havia começado em 1972. Acredita-se que os chineses auxiliaram os paquistaneses a desenvolver essas bombas.

Apesar do ocorrido, os Estados Unidos já haviam colocado sanções econômicas a ambos os países, conforme o que foi exigido na NPT de 1994. No entanto, ambos os países anunciaram uma moratória sobre novos testes nucleares.

Em 2004, a Rogue Nuclear Network, que era liderada por Abdul Qadeer Khan (arquiteto chefe das bombas nucleares do Paquistão) foi acusada de tráfico de máquinas de enriquecimento de urânio.

Os oficiais do serviço de inteligência americano tinham observado o Dr. Khan por anos e suspeitavam que ele traficasse máquinas de enriquecimento de urânio para produzir combustível para ogivas. Depois de um tempo, ele acabou confessando o crime na televisão nacional e foi perdoado logo depois pelo presidente Musharraf, e graças a isso, ele ficou preso sob estado de prisão domiciliar desde então.

O governo paquistanês afirmou que Khan agiu de forma independente e sem conhecimento do estado, sendo que a Líbia, o Irã e a Coréia do Norte provavelmente tiveram alguma ajuda de Khan em seus programas nucleares. Além disso, Khan tem uma longa ficha com envolvimento ilegal, com transporte de materiais nucleares.

Em março de 2006, a Índia e os Estados Unidos selaram um pacto de cooperação nuclear-civil. Esse pacto representa um grande avanço para a Nova Deli, permitindo que a Índia tivesse acesso a tecnologia atômica americana e combustível para atender suas necessidades energéticas crescentes – previsto pela aprovação do congresso dos Estados Unidos.

Bombas de hidrogênio atualmente


Atualmente, existem milhares de armas que tem combustíveis termonucleares em sua composição. Além dos estoques existentes, há outras nações que parecem prosseguir ativamente em algum tipo de programa de armas nucleares. Em 2006, a Coréia do Norte parece ter detonado algum tipo de dispositivo nuclear limitado, e recentemente eles afirmam ter detonado uma bomba de hidrogênio em um dos seus testes. No entanto, não se tem muitas informações sobre esse ultimo teste.

O programa nuclear do Irã é ainda um grande mistério, sendo que muitos observadores acham que é um esforço clandestino para construir armas nucleares, no entanto, o Irã afirma que é só para desenvolver a infraestrutura para a geração de energia nuclear.

Referências


Sobre o autor


Pedro Coelho Olá meu nome é Pedro Coelho, eu sou engenheiro químico, engenheiro de segurança do trabalho e Green Belt em Lean Six Sigma. Além disso, também sou técnico em informática, e em parte de minhas horas vagas me dedico a escrever artigos aqui no ENGQUIMICASANTOSSP, para ajudar estudantes de Engenharia Química e outros cursos. Se você acha legal esse projeto, siga-nos através de nossas paginas nas redes sociais e ajude-nos a divulgar essa ideia, compartilhando com seus amigos as nossas postagens.

2 Comentários de "História da bomba de hidrogênio"

Pedro, excelente texto, muito elucidativo!

Deixo uma contribuição de um vídeo que fala sobre o teste recente da bomba de hidrogênio da Coréia do Norte. Sem dúvidas muito alarmante:
https://www.youtube.com/watch?v=lBBIJN8R_Hg

Abraços e Fique com Deus, meu amigo!

Antônio Santos

Olá Antônio

Eu fico feliz que tenha gostado do post =).Infelizmente, eu não pude abordar bem sobre a Coréia Norte, pois se tem poucas informações sobre o seu programa nuclear. Eu gostei bastante do vídeo que você citou e recomendo para o pessoal, que gosta do assunto.

Um abraço brother

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