Riscos causados pela exposição ao asbesto (amianto) no ambiente de trabalho

O asbesto (também chamado de amianto) é uma fibra mineral natural, que devido a sua resistência ao calor e sua força térmica tem sido utilizado em uma grande variedade de materiais de construção (telhas de telhado, telhas de teto e chão, produtos de papel e produtos de fibrocimento), para isolamento, como um retardador de fogo, produtos de fricção (embreagem de automóveis, freio e peças de transmissão), tecidos resistentes, embalagens, juntas e revestimentos.

O nome asbesto vem de uma denominação que é dada a um grupo de silicatos naturais, sendo esse grupo composto pela crisotila, amosita, crocidolita, tremolita, actinolita, e antofilita. Sendo que todos esses tipos podem ser diferenciados, com o microscópio de polarização, por suas diferentes propriedades ópticas; A variedade de asbesto mais utilizada é o asbesto da crisotila, sendo que a mesma existe em maior abundância na natureza e também possui maior resistência térmica do que os demais.

Crisotila Chrysotile fragmento com 12 cm
Crisotila – Chrysotile – fragmento com 12 cm; Nova Lima, Minas Gerais. EMOP

Tipos de asbesto e suas propriedades


Os tipos de asbesto apresentam propriedades e aspectos distintos de composição, propriedades físicas e potencial toxicológico. Sendo os tipos de asbesto divididos em dois grupos: O grupo do asbesto da “serpentina” que é composto pela crisotila, e o grupo do asbesto de hornblenda (também chamado de Anfibólio), que é composto pela antofilita, amosita, actinolita, tremolita, crocidolita (asbesto azul).


Asbestos da serpentina


Esse grupo é composto pela crisotila (Mg6(OH)8 Si4O10) é o tipo mais apropriado para fiar. Não sendo resistente a ácidos e bases, possui ponto de fusão de 1.550°C, carga elétrica positiva, características fibrosas muito boas, e feixes delgados de fibras sem gretamento transversal.

A maior parte de asbesto existente no globo terrestre é composto pela crisotila (cerca de 95% de todo asbesto). O Brasil está entre os cinco maiores utilizadores e fornecedores de asbesto do mundo, sendo que quase todo o asbesto produzido pelo Brasil é composto pela crisotila.

crisotila – chrysotile fragmento com 8,5 cm
Crisotila – Chrysotile Fragmento com 8,5 cm; Sabará, Minas Gerais. IGUSP


Asbesto de Hornblenda


Sendo o tipo de asbesto menos presente e menos utilizado no mundo, apenas 5% de todo asbesto. Esse grupo é composto por:

Antofilita


A antofilita (Mg,Fe)7 (OH)2 Si8O22) é pobre em ferro e possui más propriedades de fiação e é levemente flexível. Ela possui ponto de fusão de 1.470 °C, resistência muito alta aos ácidos e bases, carga elétrica negativa, e fibras parcialmente gretadas transversalmente.

Antofilita (Mg,Fe)7(OH)2 Si8O22 Antophylite fragmento
Antofilita (Mg,Fe)7 (OH)2 Si8O22) – Antophylite , fragmento com 15,5 cm cachoeirinha, Rio Pombas, Minas Gerais DNPM

Amosita


A amosita (asbesto marrom) (Mg,Fe)7 (OH)2 Si8O22) é rica em ferro e possui boas propriedades de fiação. Ela possui ponto aproximado de fusão de 1.400°C, boa resistência aos ácidos e bases, carga elétrica negativa, e as suas fibras são parcialmente gretadas transversalmente.

fragmento de amosita
Fragmento de amosita

Tremolita (gramatita)


A Tremolita (Ca2Mg5 (OH)4 Si8 O22) tem ponto de fusão de 1.370°C, más propriedades de fiação, pouca flexibilidade, boa resistência aos ácidos e as bases, e possui carga elétrica negativa. Ela apresenta sua estrutura em forma de prismas aciculares, grandes e agregados fibrosos, e gretas transversais em alguns casos.

tremolita  tremolite fragmento
Tremolita (Ca2Mg5 (OH)2 Si8 O22) – Tremolite, fragmento com 8 cm; Salamanta, Santa Luzia, Paraíba, DNPM


Actinolita


A actinolita (Ca2 (Mg,Fe)5 (OH)2 Si8 O22) tem ponto de fusão de 1.360°C, más propriedades de fiação, baixa flexibilidade, boa resistência aos ácidos e as bases, Carga elétrica negativa. Ela possui uma estrutura em forma de agulhas e fibras, e em alguns casos pode ser encontrada gretada transversalmente.

actinolita  actinolite fragmento
Actinolita (Ca2 (Mg,Fe)5 (OH)2 Si8 O22) – Actinolite , Fragmento com 11 cm; Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, DNPM


Crocidolita


A Crocidolita (também conhecida como asbesto azul) (Na2Fe4(OH)2Si8O22) possui uma estrutura fibrosa como um feltro, ponto de fusão de 1.190°C, fria mais ou menos, boa flexibilidade, raras gretas transversais, carga elétrica negativa, e boa resistência aos ácidos e as bases.

Ela é uma das variedades mais perigosas do asbesto, sendo ela a mais cancerígena e responsável por 90% dos casos de mesoteliomas pleurais e peritoneais.

Crocidolita  crocidolite fragmento
Crocidolita - Na2Fe4(OH)2Si8O22 – Crocidolite, Fragmento com 4cm; Minas Gerais. IGUSP


A história do uso do asbesto e a descoberta dos riscos no seu manuseio


A datação mais antiga de aplicação de asbesto foi registrada na Finlândia (aproximadamente 2500 a.C.), onde a antofilita de um deposito local foi usada para reforçar utensílios de barro e cerâmica. Numerosas referências também podem ser encontradas descrevendo o uso de fibras de asbesto para a fabricação de pavios de lâmpada e roupas crematórias.

Dentre elas está a de Teofrasto, Estrabo, Plínio e Plutarcoque que em 70 a.C. descreveram o uso do asbesto nas mechas e pavios das lamparinas mantidas permanentemente acesas pelas virgens vestais, que eram sacerdotisas que cultuavam a Deusa romana Vesta. Essas lamparinas eram chamadas de asbesta ou não destrutível pelo fogo, vindo daí a origem grega do nome, que é muito empregado nas línguas de origem anglo-saxônica, o asbesto.

deusa romana vesta virgens vestais
A Deusa Romana Vesta (sentada à esquerda) com as virgens Vestais
As fibras de asbesto possuem varias outras aplicações devido a sua resistência ao calor e a chama, que foram relatadas esporadicamente, e no final do século XVII, Pedro o Grande da Rússia, iniciou a fabricação de papel de asbesto, usando fibras de crisotila extraídas de depósitos nos montes Urais.

pintura pedro 1 grande da russia
Pintura de Pedro 1 da Rússia, que ficou conhecido como Pedro o Grande da Rússia A. Dagli Orti/DeA Picture Library
O uso de fibras de asbesto em uma verdadeira escala industrial começou na Itália em 1868 com o desenvolvimento de têxteis de asbesto, e em 1878 começou a produção em grande escala em Quebec no Canadá.

minas asbesto canada 1876
Mineiros nas minas de asbesto do distrito de Thetford, Quebeque, Canadá em 1876.

Embora valorizado desde tempos antigos pela sua resistência ao fogo, à fibra do asbesto não alcançou importância comercial até o século 19 e a produção teve uma queda no final do século XX, devido aos riscos para a saúde representados pelo mineral.

No final do século XIX, grandes depósitos de asbesto foram encontrados no Canadá, na África do sul e na União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em 1900, o austríaco Ludwig Hatschek desenvolve uma máquina que ficou conhecida como máquina de Hatschek, para fabricação contínua de folhas de um composto de asbesto-cimento; Essa máquina abriu um importante campo de aplicação industrial para fibras de asbesto, assim como o desenvolvimento da indústria automobilística para freios de asbesto, embreagens e juntas.

esquema processo hatschek produçao telhas fibrocimento
Esquema do processo de Hatschek para a produção de telhas de fibrocimento

No começo do século XX, estudando os efeitos nocivos da inalação de poeiras de asbesto a saúde, o médico inglês Henri Montagne Murray publica em 1907, o primeiro trabalho sobre a asbestose, citando ela como a doença responsável pela morte de um trabalhador exposto ao asbesto em atividades de fiação; Após o trabalho de Henri Montagne Murray surgiram trabalhos com as mesmas constatações no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália e no Canadá.

Em 1917, Henry K. Pancoast e seus colaboradores evidenciaram alterações radiográficas em pacientes que ficaram expostos ao asbesto. Em 1924, o patologista William Edmund Cooke foi o primeiro a estabelecer claramente, mediante o quadro clínico de um paciente e de achados de necropsia, a correlação entre ocupação e doença grave, que foi denominada por ele de "fibrose pulmonar", em 1927.

Em 1930, Edward Merewether e Charles Price apresentaram um relatório detalhado para o parlamento britânico, que continha os estudos epidemiológicos referentes às doenças causadas pelo asbesto e chamando a atenção aos métodos de prevenção e controle com base na supressão e eliminação de poeiras; pois o uso do asbesto estava ficando cada vez mais amplo e o número de casos de asbestose estava tendo um grande crescimento anual; Esse relatório fez com que o parlamento adotasse medidas de segurança que deveriam ser implantadas nos postos de trabalho e que deveriam passar por inspeções medicas.

Em 1933, o patologista britânico Stephen Roodhouse Gloyne reuniu evidencias de causa que associavam a exposição ao asbesto e desenvolvimento de tumores da pleura e/ou peritônio extremamente malignos, os mesoteliomas.

Em 1934, o médico Thomas Legge, que foi grande propulsor da inspeção médica nas fábricas da Inglaterra, propôs a inclusão da asbestose na lista de doenças profissionais então vigentes.

Em 1935, Stephen Roodhouse Gloyne elaborou estudos que apontaram uma associação entre carcinoma pulmonar de células escamosas à presença de asbestose. Após um breve espaço de tempo, publicações norte-americanas do mesmo ano confirmavam tais achados de neoplasia pulmonar relacionada à exposição ao asbesto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, houve um crescimento na produção de fibra de asbesto para aplicações militares, tipicamente em isolamento térmico e proteção contra incêndio, e essas novas aplicações foram futuramente aplicadas em construções residenciais e indústrias após a guerra.

Em 1949, Edward Merewether, no Reino Unido, em seu ‘’Relatório Anual da Chefia da Inspeção das Fábricas’’, relativo ao ano de 1948, informava haver observado que cerca de 13% dos pacientes com asbestose haviam falecido por neoplasia pulmonar.

Em 1955, o epidemiologista britânico Richard Doll fez um trabalho onde ele estabeleceu uma associação entre a exposição ocupacional ao asbesto e neoplasia pulmonar, que mostrou que a frequência de neoplasia pulmonar é 10 vezes maior em trabalhadores da indústria têxtil expostos ao asbesto durante um período de vinte anos do que a esperada na população geral.

foto sir richard doll
Foto de Sir Richard Doll

Sendo o resultado do estudo de Richard Doll confirmado posteriormente nos Estados Unidos por Irving J. Selikoff em 1964.

Em 1960, a associação entre mesotelioma e exposição prolongada ao asbesto foi primeiramente observada por John Christopher Wagner e seus colaboradores na África do Sul, onde eles confirmaram 33 casos de mesoteliomas pleurais em uma área mineira da África do Sul, onde se extraía o asbesto azul.

Em Londres, Muriel L. Newhouse e Hilda Thompson (1965), com base em estudo de 76 casos e utilizando metodologia epidemiológica elegante, confirmaram a forte associação causal entre mesotelioma de pleura ou peritônio e exposição pregressa a asbesto, quer de natureza ocupacional, quer pela proximidade das residências às plantas industriais que o processam.

Durante o final dos anos 1960 e 1970, a descoberta dos problemas de saúde associados com a exposição às fibras de asbesto a longo prazo fez com que ocorresse uma redução no uso de asbesto nos Estados Unidos, Canadá e na URSS.

Em 1989, o governo dos Estados Unidos instituiu uma proibição gradual da fabricação, utilização e exportação da maioria dos produtos fabricados com asbesto, sendo desde a década de 1980 vários substitutos para o asbesto foram desenvolvidos para uso em muitos produtos.

produçao amianto estados unidos de 1920 a 2000
Produção de amianto nos Estados Unidos de 1920 a 2000
Em 1996, o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) da França publicou um relatório , que concluiu cientificamente que todas as fibras de asbesto são cancerígenas, qualquer que seja seu tipo ou origem geológica.

logo do Inserm instituto frances pesquisa
Logo do Inserm, que é um instituto Francês que se dedica exclusivamente a pesquisa biológica, médica e de saúde pública.

A produção mundial de fibras de asbesto atingiu o seu máximo em 1977 de 4,8 x 106 toneladas, diminuindo para 1,9 x 106 toneladas em 2000. Os principais países produtores de asbesto crisotila são a Rússia (39%), o Canadá (18%), a China (14%), Brasil (9%), Cazaquistão (7%) e Zimbábue (6%). Em 2000, operações de mineração ativa de fibras de asbesto são encontradas em 21 países.



Principais atividades com potencial de risco


O uso do asbesto depende de sua natureza fibrosa e de sua flexibilidade que permite a sua transformação em um feltro com o qual se fazem tecidos a prova de chama que conduzem o calor de forma vagarosa.

telhas antigas de asbesto foto thabata guerreiro
Telhas antigas de asbesto (Foto tirada por Thabata Guerreiro)

O asbesto possui uma gama bem diversa de usos em atividades industriais devido as suas características de resistência térmica, resistência à tensão, resistência a variações de pH e de isolação térmica. Estima-se que o asbesto possua mais de 3000 aplicações industriais, e segundo E.L.Santos as atividades que apresentam um alto potencial de risco são:
  • Mineração de asbesto e talco
  • Metalurgia (operações pirometalúrgicas, manutenção e manuseio de filtros contendo partículas de asbestos, transporte e disposição).
  • Indústria da construção (Fabricação e manuseio de produtos de cimento-asbesto, canalizações, telhas, isolantes, caixas d'água, tubulações e divisórias).
  • Fabricação e uso de materiais de fricção (pastilhas e discos de freios, gaxetas)
  • Indústrias têxteis (Fabricação de tecidos não combustíveis com asbesto roupas ou Equipamentos de proteção individuais, mantas de isolamento térmico, etc).
  • Isolamento térmico em tubulações e equipamentos industriais em geral (emissões ocorrem de forma contínua, por processo de erosão provocado pelas altas vazões de gases passando através de sistemas que contenham asbesto e também emissões pontuais, mais frequentemente durante as intervenções de manutenção).
  • Células eletrolíticas da indústria de cloro-soda (operações de montagem e manutenção das células diafragma, transporte e disposição).
  • Material de mistura para isolamento térmico de tubulações, fornos e caldeiras.
  • Tijolos refratários (emissões pontuais, que ocorrem de forma contínua devido processo de erosão e emissões eventuais que ocorrem nas intervenções de manutenção e substituição de refratários).
  • Fabricação de artefatos de Fibrocimento.
  • Beneficiamento ou preparação de asbesto ou asbestos.
  • Instalação de produtos de cimento-asbesto.
  • Indústria automobilística: fabricação, montagem e manutenção de sistemas de embreagem e freio de veículos.
  • Indústria de material plástico: confecção e uso de piso vinílicos, adesivos, tintas e impermeabilizantes.
  • Operações de demolição e depósito de entulhos da construção civil.
  • Aterros de resíduos industriais (isolantes térmicos, membranas, etc). De acordo com a Resolução do CONAMA, os resíduos de asbesto são considerados Classe D – perigosos para a saúde e exige sua disposição em aterros especiais.
  • Outras: indústria naval, indústria de vidros, indústria de papel e celulose, indústria petroquímica, oficina mecânica, pintura de autos, mineração e transporte de asbesto, etc.

Além disso, a serpentina maciça que é um tipo de amianto da crisotila que é translucida, e de cor que vai do verde-claro ao escuro é empregada como pedra ornamental, podendo ser valioso material de construção. Quando essa serpentina é misturada com mármore branco, ela fica com uma coloração variegada que é de mármore verde antigo.

serpentina maciça da crisotila
Serpentina maciça da crisotila


Riscos ao meio ambiente causados pelo asbesto


O asbesto também apresenta risco ao meio ambiente, e segundo Santos, E.L e o Ministério da Saúde essas exposições ambientais podem ocorrer em contaminações ambientais proveniente de indústrias que manipulam o asbesto, desprendimento de fibras de asbesto provenientes de produtos que contenham asbesto, do solo, em áreas geológicas ricas em fibras de asbesto (Ex: habitantes da região de Metsovo na Grécia apresentando um nítido excesso de placas pleurais e mesotelioma maligno).

No entanto, esses riscos são limitados a situações em que as concentrações ambientais podem atingir níveis mais elevados ou picos de exposição, como os casos descritos em Casale Monferrato e em Metsovo.

Caso Casale Monferrato


O caso Casale Monferrato começou em 19/03/1907 quando a empresa Belga Etex começou a produção de produtos com fibras de amianto com a marca registrada eternit na comunidade de Casale Monferrato ; e durante esse tempo em que a empresa esteve aberta na cidade, supõe-se que cerca de 5000 pessoas e 3500 empregados eram expostos simultaneamente as fibras de amianto.

No final da década de 1970, a empresa começou a apresentar uma sequência dramática de casos de doenças profissionais e em paralelo passou a ser investigada por causa disso; sendo que no começo dos anos 70, o Departamento de Medicina do 'Hospital de Casale Monferrato’ registrou um aumento significativo nas mortes por mesotelioma, mesmo em indivíduos sem histórico de trabalho em relação à exposição profissional ao amianto.

O número crescente de pessoas contaminadas fez com que a empresa passasse por longos anos de crise até fechar a sua fábrica na cidade em junho de 1986. Após o fechamento, foram ainda registrados mais de 1200 casos de mesotelioma pleural, sendo que cidade tem uma população de cerca de 37000 habitantes.

antiga fabrica da eternit casale monferrato  Italia
Antiga Fábrica da Eternit em Casale Monferrato, Itália.
Em junho de 2013, a Corte de Apelação de Turim, na Itália, condenou o empresário suíço Stephan Schmidheiny, que é dono da Etenit a 18 anos pelos danos causados a população da cidade e aos funcionários da empresa.O tribunal também fixou pagamento de € 20 milhões para a região de Piemonte e € 30,9 milhões para a cidade de Casale Monferrato, local da principal fábrica da empresa, onde houve o maior numero de mortos.

parentes vitimas bandeiras palavras eternit giustizia justiça
Parentes das vítimas e vítimas mostrando bandeiras com as palavras Eternit: Giustizia, que em português significa Eternit: Justiça.

Caso Métsovo


No caso de Métsovo, a contaminação com tremolita e vestígios de fibras da crisotila foi identificada em poeiras sedimentadas e amostras de solo e de fibras idênticas em espécimes de tecido obtidos na biópsia pulmonar de 8 pessoas com placas pleurais, sendo isso algo sustentou a hipótese de que os minerais abestiformes eram os agentes responsáveis por esses processos patológicos.

Acredita-se que essa exposição em Métsovo ocorria devido ao fato do afloramento de rochas contendo amianto nas colinas próximas a cidade, que eram vendidas em formato de bolas na cidade. As mulheres de Métsovo esmagavam estás bolas que eram do tamanho de uma bola de canhão em um pó fino e depois as ferviam para aplicar nas paredes.

cidade metsovo  grecia
Cidade de Métsovo, Grécia
Durante o esmagamento dessas rochas, ocorria a liberação de uma grande quantidade de fibras de amianto que contaminavam o ambiente, sendo que não havia exposição significativa durante os outros passos de preparação ou de lavagem. O material obtido era aplicado geralmente nas paredes internas e especialmente ao redor da lareira, para que a parede não ficasse preta por causa do fogo.

Doenças causadas pela exposição ao asbesto


A exposição a fibras de asbesto a longo prazo pode causar diversas doenças e anormalidades como placas e espessamentos pleurais, derrame pleural, asbestose(fibrose pulmonar difusa), neoplasia pulmonar, neoplasia de laringe e neoplasias digestivas.

Em geral, as fibras de asbesto causam danos a saúde apenas quando são inaladas e a exposição à essas fibras pode ocorrer apenas quando o material que contem o asbesto é perturbado ou danificado de alguma forma para liberar as partículas e fibras para o ar, que podem penetrar no organismo pelas vias aéreas e se acumular na região alveolar.

esquema pulmao traqueia bronquio bronquiolo alveolos
Esquema de um pulmão mostrando a traqueia, o brônquio, bronquíolo e os alvéolos
Isso se deve ao fato de que os pulmões possuem uma biopersistência a fibras de asbesto maiores que 5 micrômetros (fibras menores são mais facilmente eliminadas dos pulmões) e quando as defesas do corpo são vencidas, as fibras longas de asbesto ativam o receptor de crescimento epidérmico (EGF, do inglês epidermal growth factor) e as vias de sinalização intracelular, levando à proliferação celular, e além disso, essas fibras longas também interferem no aparelho mitótico.

foto microscopica fibras antofilita
Foto microscópica de fibras de antofilita


Após uma exposição prolongada ao asbesto ocorre uma série de eventos que são iniciados assim que ocorre a deposição das fibras, que provocam inicialmente uma proliferação macrofágica nas regiões dos ductos alveolares terminais, e posteriormente, geram um afluxo de macrófagos e fibroblastos para os espaços intersticiais, danos as células de revestimento alveolar do tipo I, que são provocados tanto pelas fibras quanto pela presença de mediadores de reação inflamatória, resultando em proliferação de pneumócitos tipo II que tentam refazer com tecido de colágeno o revestimento alveolar, provocando fibrose intersticial.

A patogenia das placas parietais que é o resultado do acumulo pleural parietal de placas de fibras de colágeno hialinizadas, que aparecem ao longo dos vasos linfáticos da pleura parietal e obstruem os espaços pleurais, provocando lesões pulmonares e a calcificação dessas placas.

Todas as fibras que foram inaladas e não foram excretadas, podem permanecem nos pulmões durante anos e, eventualmente, podem causar cicatrizes excessivas e fibrose, resultando em um endurecimento dos pulmões, que chamado de asbestose.

Geralmente, as evidências radiológicas ou clinicas de asbestose não aparecem antes de 20 anos de exposição, mas as exposições curtas de 2 a 6 meses podem desencadear a doença, a qual se manifesta 20 a 30 anos mais tarde, sendo os sintomas iniciais mais comuns à dispneia de esforço e a tosse improdutiva irritante, que na medida em que a doença se desenvolve, pode ocorrer o aparecimento de uma cianose e hipocratismo digital.

Asbestose exposiçao tecelagem utilizando asbesto
Asbestose: exposição em tecelagem utilizando asbesto

Uma pessoa com asbestose tem um esforço maior para que os pulmões endurecidos se expandam durante a respiração, o que resulta em falta de ar e oxigenação inadequada do sangue.

As pessoas com casos mais avançados da doença têm tosse seca, e o aumento do esforço cardíaco necessário para perfundir os pulmões pode induzir uma doença cardíaca secundária chamada de cor pulmonole. O aparecimento de neoplasia pulmonar, neoplasia de laringe, neoplasia de orofaringe, neoplasia gastrointestinal e mesotelioma maligno, também pode estar associado com a inalação de asbesto.

A neoplasia pulmonar é a principal causa de morte entre pessoas que se expõe ao asbesto, sobretudo nos fumantes, pois quando essa exposição está associada ao tabagismo, aumentasse em 50-100 vezes o risco de câncer de pulmão.

Mesotelioma pleural difuso maligno comprometimento hemitórax
Mesotelioma pleural difuso maligno. Extenso comprometimento do hemitórax direito
Não existe um tratamento especifico para a asbestose, porém existem alguns trabalhos experimentais que indicam um possível caminho através da inibição de mediadores inflamatórios no sentido de evitar a instalação e/ou progressão da fibrose. Alguns tratamentos cirúrgicos têm sido feitos para tratar a asbestose, porém esses tratamentos cirúrgicos possuem resultados ainda duvidosos.



O que pode ser feito para reduzir os riscos de exposição ao asbesto?


Os riscos do asbesto são abordados pela agência do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (OSHA, Occupational Safety and Health Administration) para a indústria da construção, indústria geral e setores de emprego de estaleiro, e nessa abordagem ela estabelece padrões específicos que reduzem o risco para os trabalhadores, exigindo que os empregadores façam o monitoramento de exposição pessoal para avaliar o treinamento de conscientização de risco e perigo para as operações, onde há qualquer exposição potencial ao asbesto.

Geralmente, os materiais de construção que contem amianto não representam um risco para a saúde, a menos que o material esteja quebrado, deteriorado ou perturbado de tal forma que seja produzida poeira contendo fibras de amianto.

Telhas de amianto quebradas
Telhas de amianto quebradas

No entanto é difícil de dizer se um material de construção contém amianto. A única maneira de ter certeza é ter uma amostra do material testado em um laboratório credenciado.

Não existindo um nível seguro de exposição ao asbesto, porém o risco potencial a saúde pode ser reduzido com uma boa prática de controle do local de trabalho. A OSHA estabeleceu um limite de exposição permitindo (PEL, Permissible Exposure Limit ) de 0,1 fibra por centímetro cúbico (fibra/cm3) como uma media calculada para 8 horas, e nenhum trabalhador deverá ser exposto a concentrações superiores a 1 fibra/cm3 por mais de 30 minutos.

Esse controle de exposição deve ser feito pelos empregadores visando proteger os trabalhadores, estabelecendo áreas regulamentadas, controlando determinadas práticas de trabalho, instituindo controles de engenharia e providenciando equipamentos de proteção pessoal para diminuir essa exposição ao trabalhador; O monitoramento médico dos trabalhadores também é necessário quando os limites legais e o tempo de exposição são excedidos.


Proibição do asbesto pelo mundo


Devido aos riscos que o asbesto oferece, ele já foi proibido em vários países, e em alguns tem o seu uso bem restringido a poucas aplicações, no entanto, alguns países como o Canadá que estão com a sua produção em declínio, exportam quase toda a sua produção de asbesto para países de terceiro mundo, incentivando uma prática injusta ambientalmente, que condena populações de maior vulnerabilidade a riscos não mais aceitos em seu país.

produçao amianto canada de 1920 a 2000
Produção de amianto no Canada de 1920 a 2000

Enquanto isso na união europeia, os países adotaram o banimento e, debatem sobre maneiras de como realizar a descontaminação de áreas contaminadas com o asbesto.

Hoje, vários países adotaram o principio de “exposição zero” e já proibiram totalmente o seu uso do asbesto, sendo os países que já adotaram esse principio: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chile, Chipre, Dinamarca, Egito, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Gabão, Grécia, Holanda, Honduras, Hungria, Ilhas Seychelles, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Jordânia, Kuwait, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República da Coreia, República Tcheca, Romênia, Suécia, Suíça, Uruguai.

O asbesto no brasil e sua proibição em alguns estados


Em 2006, o Brasil era o quarto entre os cinco maiores utilizadores e fornecedores de asbesto do mundo, possuindo uma produção média de 250.000 toneladas por ano. No entanto, essa produção está diminuindo ano após ano, pois as campanhas anti-asbesto tem ganhado força pelo país, e fez com que alguns estados criassem leis para o banimento de seu uso. Dentre esses estados estão: São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Produçao  amianto no brasil de 1920 a 2000
Produção de amianto no Brasil de 1920 a 2000

Devido a isso, ocorreu uma grande redução no mercado interno, que tem feito com que o país exportasse todo excedente principalmente para países da Ásia e da America Latina. No Brasil, boa parte do asbesto que ainda é comercializado é do tipo crisotila, sendo proibida a utilização de qualquer tipo de asbesto do grupo anfibólio e dos produtos que contenham estas fibras (Anexo 12 da NR-15).

trabalhadores carregando  telha  amianto
Trabalhadores carregando uma telha de amianto
Atualmente, estima-se que cerca de 20.000 a 25.000 trabalhadores brasileiros estão sendo expostos na indústria extrativa e de transformação do asbesto; No total, cerca de 300 mil pessoas estão expostas ao amianto no Brasil e muitas ainda são vitimas de casos, onde as vitimas foram expostas aos riscos dos efeitos nocivos do amianto e não tinham conhecimento dos mesmos.


Caso Bom Jesus da Serra


O caso Bom Jesus da serra começou na fazenda de São Félix em 1937 quando a Sociedade Anônima de Mineração de Amianto (SAMA) começou a montar as instalações na cidade de Bom Jesus da Serra na Bahia, para explorar amianto na região, e a partir de 1939, a SAMA começou a atividade que durou até o esgotamento das reservas em 1967.

Durante a exploração da mina, a SAMA empregou cerca de 540 pessoas e manteve uma vila operária no local, com aproximadamente 30 casas, que continha alojamento para os trabalhadores, barracão para venda de mantimentos, quadra poliesportiva, escola, cinema, restaurante, cemitério, igreja, marcenaria, oficina mecânica e um campo de pouso.

Apesar da estrutura oferecida pela SAMA, o meio ambiente e a qualidade de vida oferecida pela empresa aos trabalhadores e suas famílias eram péssimas, pois os mesmos eram afetados pelo pó de amianto que tomava conta da paisagem, fazendo com que ambiente do local ficasse esbranquiçado pela poeira do amianto. Além disso, não se havia cuidados específicos para garantir a saúde dos trabalhadores, e as crianças, adolescentes e mulheres extraíam a mão o amianto das rochas descartadas pela usina.


sao felix amianto decada 60
São Félix do amianto na década de 60
A extração do amianto deixou o local com um buraco imenso com cerca de 4 Km de extensão e 200 m de altura, que com o passar do tempo foi preenchido pela água contaminada com amianto do lençol freático e pela água da chuvas, formando um lago que permanece cheio o ano inteiro e é usado geralmente pela população como área de lazer e área de abastecimento de caminhão.

lago artificial criado exploraçao amianto fernanda giannasi
Lago artificial criado na exploração de amianto (Foto tirada por Fernanda Giannasi)

Em 1998, os ex-trabalhadores da SAMA ainda vivos que hoje têm em média 75 anos, foram submetidos a um estudo chamado de "Estudo de morbidade e mortalidade entre trabalhadores e expostos ao asbesto na atividade de mineração 1940-1996" que foi realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

rejeitos antiga mina amianto bom jesus serra
Rejeitos da antiga mina de amianto de Bom Jesus da Serra
Nesse estudo, a SAMA abriu um escritório em Poções para localização, cadastramento e realização de exames de avaliação de saúde de ex-trabalhadores. Os ex-trabalhadores não confiaram no estudo pois alegaram que não tinham problemas de saúde decorrentes da exposição ao amianto, dizendo que os laudos médicos eram imprecisos, pois os exames médicos não foram devolvidos aos pacientes. Porém, esses laudos apresentaram casos adoecimento pelo contato com o amianto, e a empresa estabeleceu uma indenização arbitrária, concedendo 7 mil reais aos ex-trabalhadores com placa pleural; 12 mil reais, aos que têm asbestose; e 20 mil reais ao que são diagnosticados com mesotelioma maligno de pleura.

Caso Minaçu em Goiás


Após o esgotamento das reservas de Bom Jesus da serra, a SAMA transferiu-se para Minaçu, em Goiás, onde começou a explorar a mina de Cana Brava, fazendo com que o Brasil se torna autossuficiente em amianto de 1967 a 1985.

inicio operaçoes sama minaçu
Início das operações da SAMA em Minaçu


O corpo do polo de Mina possui uma extensão de 6.000 m e larguras variando de 200 a 400 m. A extração mineral é desenvolvida em cavas a céu aberto, com a produção de 16.500 toneladas/dia de minério. Aproximadamente 60% da fibra são consumidas no Brasil e o restante é exportado.

Nos encontros que a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, Fernanda Giannasi manteve com trabalhadores da mina de Cana Brava ao longo das últimas três décadas, constatou o descaso com que são tratadas vítimas e viúvas do amianto, e os danos ambientais que o minério causa na região, antes considerada o Eldorado goiano; sendo que para ela, o processo de produção mineral em Minaçu é uma catástrofe sanitária do século 20.

No entanto, apesar dos impactos socioambientais causados pela exploração do amianto, a bancada de deputados goiana no Congresso Nacional e uma parte dos moradores de Minaçu defendem a manutenção da exploração, em função da grande dependência econômica do município em relação ao empreendimento.

entrada usina amianto minaçu
Entrada da usina de amianto em Minaçu (Foto tirada por Anna Carolina da Folha Imagem)

Caso Jaramataia em Alagoas


A exploração de amianto em Jaramataia foi iniciada por volta de 1948 e cessou no começo dos anos de 1990 devido a crescente queda na procura pelo produto e seu crescente desuso no país.

antiga cava  jaramataia
Vista geral da antiga cava de exploração de Jaramataia com profundidade superior a 100 metros

O amianto que era explorado em Jaramataia era composto por cerca de 70/80 % de antofilita, que é um tipo de amianto que é proibido no Brasil desde 1991. A jazida era pequena e acabou se esgotando rápido, e no local onde o amianto era explorado, se vê hoje um buraco com mais 100 metros de profundidade que acabou se transformando em um lago.

A água desse lago acabou posteriormente sendo canalizada, captada e vendida como um cosmético que foi denominado de “Água campestre”, sendo que os vendedores desse "cosmético" acreditavam que essa água tinha propriedades medicinais, para tratar doenças crônicas, retardamento da velhice e doenças de infertilidade.

O caso Jaramataia é um típico caso onde se nota a ausência do Estado no controle do subsolo nacional, sendo que o encerramento da mineração em Jaramataia não é nem citada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em algum de seus relatórios, ou seja, para todos os efeitos legais Jaramataia nunca existiu.


Caso Osasco em São Paulo


Em 1939, a empresa Eternit montou uma fábrica de produtos a base de amianto em Osasco na grande São Paulo, que operou até 1992. Na época em que essa fábrica operava a mesma era a maior da America latina na produção de produtos de fibrocimento, sendo que a empresa possuía cerca de 10 mil funcionários no processo de produção de telhas e calhas de amianto.

material eternit patio fabrica osasco.
Material da Eternit no pátio da fábrica em Osasco.

No período entre 1983 e 1993, o Centro Regional de Saúde do Trabalhador (CEREST) de Osasco em parceria com outras instituições, a partir de um grupo de 2.125 ex-empregados da Eternit, onde analisou uma amostra de 145 pessoas que tinham mais de 20 anos de exposição, e sobre essa amostra fizeram estudos que mostraram que cerca de 40 % deles tinham alguma doença relacionada ao amianto.

Além disso, o CEREST de Osasco também analisou a saúde das esposas de ex-empregados, iniciando a sua analise com 70 esposas de ex-trabalhadores e constatou-se que 6 dessas mulheres (quase 10%) tinham placas pleurais, sendo que as mesma se Contaminaram unicamente na lavagem de roupas dos maridos, uma vez que moravam distante da fábrica.

antigos empregados eternit osasco
Antigos empregados da Eternit em Osasco

Caso Simões filho na Bahia


Em 2 de abril de 1967, a empresa Eternit começa operar uma fabrica de telhas, caneletas e peças complementares de amianto com capacidade de produção de 86 mil toneladas/ano em Simões Filho na Bahia , sendo a mesma inaugurada oficialmente inaugurada em 11 de novembro de 1967 com a presença do governador do estado e outras autoridades.

Como nos outros casos citados anteriormente, a empresa não alertava os trabalhadores sobre os riscos de exposição ao amianto e nem exigia para que os trabalhadores usassem equipamentos de proteção, para reduzir essa exposição.

O primeiro caso de morte de um ex-empregado da Eternit de Simões Filho provocado pela exposição ao amianto ocorreu em 20 de Janeiro de 2001. A vitima foi o ex-empregado Basílio Francisco de Souza que morreu de neoplasia de pulmão, sendo que não demorou muito para que ocorre-se o segundo caso de morte que ocorreu em 10 de novembro de 2005.

O caso de Basílio fez com que Ministério Público do Estado da Bahia determina-se a instauração de um inquérito civil (nº 05/2001), que tramita na Promotoria de Justiça de Simões Filho-Ba, contra a Eternit até os dias.


Caso Itapira em São Paulo


Não se sabe ao certo quando a empresa "Salles Cintra e companhia Ltda." que era a antiga dona da mina de amianto na cidade de Itapira, São Paulo, começou a exploração de amianto do tipo antofilita na área, apenas se estima que a exploração deve ter ocorrido por cerca de 40 anos até o seu fechamento em 1998.

trecho devastado exploraçao amianto itapira
Vista aérea: detalhe do trecho devastado pela exploração do amianto em Itapira
A empresa era a segunda maior do Brasil na produção de material bruto para moagem, chegando a produzir mais de 100 toneladas por mês de material bruto. O primeiro caso de morte de um ex-empregado em Itapira provocado pela exposição ao amianto ocorreu em 22 de novembro de 1999. A vítima foi o ex-funcionário Leonino Pires de Godoy, que faleceu aos 45 anos de câncer na pleura. Isso não fez com que as autoridades começassem a aumentar mais ainda a preocupação com o caso de Itapira.

Caso Avaré em São Paulo


Em 1985, a empresa Auco Componentes Automobilísticos Ltda. instalou na cidade de Avaré, São Paulo, uma fábrica de freios e embreagens para automóveis que funcionou até o ano de 2005 quando encerrou suas atividades.

Após esse encerramento, a Auco Componentes Automobilísticos Ltda. deixou cerca de 250 toneladas de resíduos contendo fenol e amianto, resíduos da fabricação de pastilhas e lonas de freio em um galpão deteriorado e desprotegido no centro de Avaré.

deposito abandonado lixo toxico amianto fernanda giannasi
Deposito abandonado de lixo tóxico contendo amianto (Foto tirada por Fernanda Giannasi/ MMA)
Após vários problemas judiciais com a empresa, a prefeitura da cidade acabou contratando uma empresa para começar a embalar e enviar o resíduo para o aterro sanitário industrial de Tremembé, porém apenas 50 toneladas foram enviadas para o aterro sanitário industrial de Tremembé.

amianto ensacado transportado aterro sanitario
Amianto ensacado pronto para ser transportado para aterro sanitário industrial (Foto tirada por: José Jorge / Sistema Ambiental Paulista)

Criação da associação brasileira dos expostos ao amianto no Brasil (ABREA)


Criada em 9 de dezembro de 1995 na cidade Osasco, São Paulo, a Associação Brasileira dos expostos ao amianto (ABREA) surgiu com o objetivo principal de banir o uso do amianto em todo território Brasileiro. A ABREA ajuda os ex-empregados do amianto a se organizarem e buscarem seus direitos, pois os mesmos acabam descobrindo que as empresas do setor e o Poder Público nada fariam se não estivessem organizados.

associaçao brasileira dos expostos amianto abrea
Logo da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA)

A ABREA luta com os seguintes objetivos:
  • Unir e cadastrar os expostos e vítimas do amianto em geral encaminhando-os para exames médicos
  • Conscientizar à população em geral, trabalhadores e opinião pública, sobre os riscos do amianto e existência de produtos e tecnologias substitutas.
  • Propor ações judiciais em favor de seus associados e das vítimas em geral
  • Integrar-se a outros movimentos sociais e ONG’s pró-banimento a nível nacional e internacional
  • Recuperar ambientes degradados pela indústria do amianto
  • Lutar para o banimento do amianto

Alternativas a materiais que contem asbesto


Existem vários materiais que são mais seguros que o asbesto, sendo os mesmos bons substitutos para qualquer tipo de fibra de asbesto disponível no mercado; Dentre essas alternativas estão incluídos os produtos de fibra-cimento, que utilizam combinações de fibras vegetais locais e fibras sintéticas, além de outros produtos que servem aos mesmos fins.

Esses materiais alternativos podem ser bem mais interessantes, mas alguns deles ainda são um pouco caros, como por exemplo, os painéis de telhados de fibra-cimento produzidos com álcool de polivinila (PVA) ou polipropileno combinado com celulose que possuem um valor que chega a ser entre 10 a 15% mais caro do que as fibras de cimento que usam asbesto.

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Agradecimentos do trabalho


Parte do texto acima faz parte da minha monografia sobre os Riscos causados pela exposição ao asbesto (amianto) no ambiente de trabalho que eu fiz no curso de pós-graduação de engenharia de segurança no trabalho.

Primeiramente, eu quero agradecer ao Senhor Deus pelo dom da vida e pelas oportunidades a mim concedidas. Aos meus pais e aos meus padrinhos pela confiança e motivação. Aos professores e aos colegas mais próximos do Curso, pois juntos trilhamos uma etapa importante de nossas vidas. Aos amigos de turma, pois juntos trabalhamos arduamente e vencemos uma das etapas mais difíceis do curso. Aos meus amigos Diego Schwanz e Hugo Gutierri, a minha namorada Thabata Guerreiro, o professor Elio Lopes dos Santos e a Fernanda Giannasi pela ajuda nesse trabalho. A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste trabalho.

Sobre o autor


Pedro Coelho Olá meu nome é Pedro Coelho, eu sou engenheiro químico, engenheiro de segurança do trabalho e Green Belt em Lean Six Sigma. Além disso, também sou técnico em informática, e em parte de minhas horas vagas me dedico a escrever artigos aqui no ENGQUIMICASANTOSSP, para ajudar estudantes de Engenharia Química e outros cursos. Se você acha legal esse projeto, siga-nos através de nossas paginas nas redes sociais e ajude-nos a divulgar essa ideia, compartilhando com seus amigos as nossas postagens.

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